"Juliana": irmãos usavam perfil falso no Marketplace para roubar vendedores.
Após uma das vítimas gravar o momento do assalto, a Polícia Civil conseguiu reconhecer os criminosos e prendê-los em Francisco Morato

Os irmãos Lucas e Juliana do Amaral foram presos pela Polícia Civil, em Francisco Morato, região metropolitana de São Paulo, por usarem um perfil falso na internet para assaltar vendedores. Os jovens agendavam o encontro com o anunciante e, no local, o assaltavam à mão armada.
O caso teve início após uma vítima anunciar um telefone celular para venda e negociar o aparelho com um perfil em nome de “Juliana”. Elas agendaram um encontro para fechar o negócio e, ao chegar à cidade, a vítima gravou um vídeo de sua chegada usando um dispositivo de imagem. No local, ela foi recebida pela dupla e Lucas mostrou uma arma de fogo e anunciou o assalto. Os dois figuram após o roubo.
O vídeo gravado pela vítima acabou se tornando público e, a partir das imagens, o Setor de Investigações da polícia conseguiu identificar os irmãos. A investigação revelou que os suspeitos utilizavam o perfil de Juliana na plataforma Marketplace para atrair vendedores e marcar falsos encontros. No momento da suposta entrega dos produtos, Lucas fazia a abordagem presencial armado e anunciava o assalto.
Com o mapeamento de outras vítimas e o reconhecimento dos criminosos, a Autoridade Policial solicitou mandados de prisão temporária e de busca e apreensão. Os mandados foram expedidos pela Vara Regional das Garantias da 4ª Região Administrativa Judiciária da Comarca de Campinas, interior de São Paulo.
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Ver todasNo dia 25 de agosto deste ano, os policiais e a Guarda Municipal cumpriram as ordens judiciais nos endereços do Jardim Planalto do Belém. Nas buscas, foram apreendidos celulares, uma televisão e outros objetos no interior das casas. No momento da prisão, Lucas confessou a prática dos crimes e confirmou a participação direta de sua irmã nas ações.
Os irmãos foram encaminhados para a Audiência de Custódia e permanecerão detidos temporariamente nas Cadeias de Mairiporã e Cajamar enquanto aguardam o prosseguimento das investigações.







