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São Paulo

Jovem vê discussão, tenta proteger mulher de agressão e é morto a tiros

Polícia Civil procura por atirador que fugiu com mulher que jovem tentou proteger de eventual violência doméstica, na zona leste da capital

02/11/2026 08:06, atualizado 02/11/2026 08:55
Redes Sociais/Divulgação.
O jovem Bruno Alerrandro, que tentou proteger mulher que discutia com homem dentro de carro, foi baleado e morreu.

São Paulo — Um jovem de 23 anos foi baleado e morto após intervir numa discussão e tentar proteger uma mulher que brigava com um motorista, na noite desse domingo (1°/11), na Ponte Rasa, zona leste de São Paulo. Segundo a Polícia Civil, o atirador fugiu e está sendo procurado.

Bruno Alerrandro Delfino da Silva Oliveira (foto em destaque) foi a uma adega, na Avenida Dom Hélder Câmara, para confraternizar com colegas do trabalho. Os amigos, então, viram uma discussão entre um casal dentro de um carro. Entre os presentes, alguns afirmaram para ninguém se envolver devido à possibilidade de o motorista estar armado.

Contudo, Bruno decidiu intervir para evitar eventual episódio de violência doméstica. Primeiro, ele falou para que o motorista cessasse as palavras e tratasse melhor a mulher. Contudo, a briga evoluiu e houve agressões mútuas.

Após a confusão, porém, o motorista do carro atirou duas vezes contra o jovem, que foi atingido e ficou caído no chão.

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Já o atirador fugiu com a mulher que Bruno Alerrandro tentou proteger.

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Desespero e prisão

O pai de Bruno, com quem ele vivia, soube do episódio e correu para tentar ajudar o filho. Equipes do resgate tiveram dificuldades ao atender o jovem baleado devido ao estado emocional do genitor dele.

No momento em que as equipes de resgate conseguiram começar a fazer massagem cardíaca na vítima baleada, o pai dele surtou e pulou em um córrego. Ele foi socorrido com leves ferimentos.

Segundo a Polícia Militar, o pai do jovem morto estava em estado de choque devido ao homicídio, e foi preso por estar com mandados de prisão em aberto por ameaça e lesão corporal.

A Polícia Civil investiga o caso e tenta identificar quem é o atirador.

O caso foi registrado no 24° Distrito Policial, e a investigação deve ficar a cargo do Departamento Estadual de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP).

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