Jovem internado após agressão em ato de esquerda em SP tem morte cerebral
Segundo informações de pessoas em contato com familiares, quadro de Marcelo de Oliveira Rocha é considerado irreversível
25/10/2026 16:09, atualizado 25/10/2026 16:11

São Paulo — Marcelo de Oliveira Rocha, de 30 anos, que foi agredido em um ato de esquerda em Santos, no litoral de São Paulo, na noite dessa sexta-feira (23/10), recebeu neste domingo (25/10) o diagnóstico de morte cerebral, quadro considerado irreversível.

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Marcelo ficou inconsciente após ser agredido durante uma apresentação da “Banda Esquerdantina”, que aconteceu nessa sexta em apoio ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), e foi levado ao Hospital Santa Casa, onde ficou internado em coma induzido até o diagnóstico de morte cerebral.
O motivo da agressão ainda é desconhecido, mas há suspeita de que tenha sido motivada por homofobia.
Em relato ao Metrópoles, Luiz Santana, músico do Esquerdantina, afirmou que episódios do tipo nunca aconteceram em outras apresentações da banda: “A gente ficou muito assustado com tudo que aconteceu. Temos o Esquerdantina há muitos anos, coisa de oito anos, se eu não me engano, e nunca tivemos um problema assim”.
Entre no canal de WhatsApp do Metrópoles SPLuiz disse que a banda se colocou à disposição da família de Marcelo para prestar assistência, e que o episódio da sexta-feira os deixou “muito abalados”.
Em nota, a banda exigiu a “rápida apuração” do caso e “consequente punição dos responsáveis”.
“Manifestamos nossa solidariedade à vítima e seus familiares, bem como nosso firme repúdio à homofobia, alertando para os riscos que todos corremos ao naturalizar, proteger ou promover o ódio como método de intimidação política”, dizia nota oficial da banda.
O Metrópoles entrou em contato com a Secretaria da Segurança Pública (SSP) e aguarda retorno.
