"Irmão de farda": batalhões fazem trend de apoio a tenente baleado.
Policiais militares do Brasil se mobilizam via internet e registram mensagens de apoio à recuperação do policial da Rota baleado na cabeça

Batalhões da Polícia Militar espalhados pelo Brasil inundaram as redes sociais com mensagens de apoio em vídeo ao tenente Ronickson Pimentel dos Santos, das Rondas Ostensivas Tobias de Aguiar (Rota), da PM paulista (assista abaixo).
Ele foi baleado na cabeça em 27 de junho, em São Caetano do Sul, no ABC. O principal suspeito de atirar contra o oficial da PM, Hércules da Costa Siqueira, o Golias, está foragido desde 3 de julho, quando a Justiça decretou sua prisão temporária de 30 dias. A Secretaria da Segurança Pública de São Paulo ofereceu recompensa de R$ 50 mil para quem der informações que ajudem a localizá-lo.
As mensagens de apoio também foram compartilhadas em perfis da corporação em São Paulo, entre eles um no qual são postadas ações da Rota.
Corrente de apoio
Os vídeos reúnem policiais de diferentes batalhões e estados, em uma espécie de manifestação pública de solidariedade ao oficial ferido. Em alguns registros, os agentes aparecem perfilados. Em outros, prestam continência e deixam recados de força ao tenente da tropa de choque mais destacada da PM paulista.
A mobilização ocorre enquanto o estado de saúde de Pimentel, que é grave, segue mobilizando colegas de farda, amigos e familiares.
O atentado
Como mostrou o Metrópoles, o tenente Pimentel foi baleado enquanto aguardava a abertura de um semáforo na Avenida Goiás, em São Caetano do Sul, na manhã de 27 de junho. Imagens de câmeras de segurança flagraram o momento em que dois criminosos, em outra moto, se aproximam. O garupa aponta a arma para a cabeça do oficial e atira à queima-roupa antes da fuga.
Desde então, o tenente segue internado em uma Unidade de Tratamento Intensivo (UTI). A investigação trabalha com a hipótese de crime premeditado. Até o momento, não há indicação de latrocínio, já que os suspeitos não levaram pertences do policial nem simularam assalto. O celular do oficial, inclusive, ainda é procurado pelos investigadores.
Pimentel é irmão de Eloá Pimentel, jovem morta em 2008 após ser mantida em cárcere privado pelo ex-namorado.

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Além de Golias, apontado como o homem que atirou contra o PM, outros dois suspeitos — Marcos Vinícius Dias Machado, de 40 anos, e Carlos Roberto Ferreira, de 52 — foram presos temporariamente após serem ligados à emboscada. A segurança no distrito policial onde eles estão foi reforçada depois de um alerta sobre possível tentativa de resgate, como revelou o Metrópoles.
Como ainda mostrou as reportagens sobre o caso, a polícia passou a considerar risco de fuga de Golias para fora do estado e até do país, possivelmente ao lado da esposa e das filhas. Recentemente, o nome do suspeito foi incluído na lista da Interpol. Ele segue foragido até a publicação desta reportagem.
Enquanto a caçada avança, a corrente de apoio formada por batalhões da PM pelo país transforma a recuperação de Pimentel em uma causa em comum entre os chamados “irmãos de farda”.


















