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Horas após ser eleita, Campopiano faz ataque transfóbico a Erika Hilton

Eduarda Campopiano, deputada estadual mais votada em SP, fez ataque transfóbico nas redes sociais poucas horas após ser eleita

05/10/2026 13:08, atualizado 05/10/2026 14:27
Reprodução/Redes Sociais e @vinicius.foto
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Poucas horas após ser eleita a deputada estadual mais votada em São Paulo, Eduarda Campopiano (PL), usou as redes sociais oficiais para fazer um ataque transfóbico contra Erika Hilton (PSol), reeleita deputada federal mais votada da história do país.

Por volta de 1h20 desta segunda-feira (5/10), horas após o encerramento do primeiro turno das eleições, Eduarda se referiu a Erika, uma mulher trans, como “homem biológico” em seu perfil no X, antigo Twitter. A publicação teve mais de 1 milhão de visualizações e 28 mil likes.

Até a publicação desta reportagem, Erika Hilton não se manifestou sobre os ataques. O espaço permanece aberto. Eduarda Campopiano (PL) foi a deputada estadual mais votada para a Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp) nestas eleições.

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Apadrinhada pelo vereador e agora eleito deputado federal Lucas Pavanato (PL), ela obteve 1.956.238 votos. Em seu perfil, Campopiano se descreve como “a maior inimiga das feministas de São Paulo”.

Erika Hilton (PSol), alvo do ataque de Eduarda, se tornou neste domingo a mulher mais votada para a Câmara dos Deputados na história do Brasil, com 1.596.472 votos. Em 2022, Hilton foi eleita deputada federal após ocupar a vaga de vereadora da capital paulista e integrar a Bancada Ativista na Alesp.

Hilton e ameaças de morte

Erika Hilton precisou atrasar sua saída para votar nesse domingo (4/10) após receber uma ameaça de morte via e-mail de manhã, com ofensas e ataques transfóbicos. Segundo informações da assessoria da parlamentar, o autor afirmou ter acesso a dados pessoais e o endereço de Erika.

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“Eu sei tudo sobre você, eu vou te matar em breve”, diz um dos trechos. Na sequência, o autor afirma que haverá um “banho de sangue”. As ameaças foram enviadas via Onion Mail, um serviço que dificulta o rastreamento das mensagens.

A parlamentar registrou um boletim de ocorrência. Diante da ameaça, a deputada atrasou a ida ao local de votação e reforçou sua segurança. Ela conseguiu votar às 16h35 de domingo, acompanhada de seguranças.