
Haddad sobre obras em SP: "Só ontem vi Tarcísio agradecer Lula"
O candidato ao governo de São Paulo, Fernando Haddad (PT), falou sobre investimentos do governo federal em São Paulo

O ex-ministro da Fazenda e candidato ao governo de São Paulo Fernando Haddad (PT) afirmou, nesta quarta-feira (19/8), que o governo Lula como um dos que mais liberou recursos para o governo de São Paulo. — mas só agora viu o governador Tarcísio de Freitas (Republicanos), seu adversário na disputa, agradecer o presidente. A declaração foi feita um dia depois de Tarcísio dizer que procurou o presidente Lula para convencê-lo a permitir que a gestão estadual conduzisse a concessão do Túnel Santos-Guarujá.
“Eu não tenho o menor problema. Eu fui o ministro da Fazenda que mais liberou recursos para a Prefeitura de São Paulo, agora, e também para o governo do Estado”, afirmou Haddad. “Só ontem que eu vi o Tarcísio começar a agradecer o Lula. Mas o dinheiro [da obra] é todo de lá, daqui a pouco ele vai contar a verdade toda. Por enquanto ele está escamoteando, nunca teve tanto apoio para obras estruturais em São Paulo”, disse o petista durante sabatina realizada pelo jornal O Globo, Rádio CBN e Valor Econômico, em São Paulo.

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Frequência de envio: Diário
Ver todasEm evento na terça-feira (18/8), Tarcísio contou o episódio em que convenceu Lula a deixar o governo paulista conduzir a parceria público-privada (PPP) do Túnel Santos-Guarujá. O governador argumentou na ocasião que já tinha uma autorização concedida pela Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp) para um aporte público superior a 70% do investimento total. Em abril deste ano, a obra recebeu crédito de R$ 2,6 bilhões do Banco do Brasil.
Sabatina em SP
Durante a sabatina, Haddad defendeu uma atuação independente da Polícia Federal no inquérito aberto para investigar indícios de corrupção e de tráfico de influência envolvendo Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, filho mais velho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
“Eu sou a favor de passar a régua em quem quer que seja. Porque, assim, tem uma lei, ela tem que ser respeitada. A pessoa errou. Eu não quero saber o partido, a religião, o time de futebol, paga”, afirmou o petista durante sabatina realizada pelo jornal O Globo, Rádio CBN e Valor Econômico, em São Paulo.
Questionado sobre a investigação e a relação com Lula e Lulinha, o ex-ministro afirmou que o presidente “não passa pano para ninguém” e que as autoridades têm total liberdade para apurar as suspeitas.
Entre no canal de WhatsApp do Metrópoles SP“Pode ser amigo, filho, parente. Nunca vi o presidente Lula mexer um dedo, falar uma coisa que disseram: ‘Olha, não vamos mexer’. Nunca vi. A Polícia Federal [tem] 100% de liberdade sempre; o Ministério Público, 100% de liberdade sempre; o discurso dele, público sempre. Eu não vou passar pano para ninguém. Quem tiver que responder, responda. Eu respondo pelos meus atos, cada um responde pelo seu lado”, reforçou.
Em entrevista à imprensa após a sabatina, Haddad voltou a mencionar o caso Master e admitiu o risco de impacto na campanha eleitoral. “Toda apuração tem impacto. Por exemplo, o caso Master, os ministros do Bolsonaro, o presidente do Banco Central, os corruptos do Banco Central que foram pegos pela polícia, a questão da investigação que a Polícia Civil está fazendo do contrato de wi-fi aqui na Prefeitura de São Paulo… Tudo tem impacto.”
O petista também nacionalizou a disputa peo Palácio dos Bandeirantes afirmando que participa de um projeto nacional e um estadual e admitiu o favoritismo de Tarcísio de Freitas. De acordo com o levantamento do Instituto Paraná Pesquisas divulgado nesta quarta-feira (18/8), Tarcísio segue na liderança da corrida pelo Palácio dos Bandeirantes, com 50% das intenções de voto.



