
Haddad chega ao 1º turno com desafio de manter palanque para Lula em SP
Na reta final, Fernando Haddad (PT) mira eleitores indecisos e tenta impulsionar Marina e Tebet em disputa acirrada pelas vagas ao Senado

Com o desafio de reverter o favoritismo do governador e candidato à reeleição Tarcísio de Freitas (Republicanos), o ex-ministro da Fazenda Fernando Haddad (PT) chega à disputa pelo Palácio dos Bandeirantes na tentativa de superar o melhor resultado do partido obtido por ele mesmo nas Eleições de 2022 e manter um palanque eleitoral forte para o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
A chapa de Haddad é composta pelo ex-ministro do Empreendedorismo Márcio França (PSB), como vice, e as ex-ministras Simone Tebet (PSB) e Marina Silva (Rede) na disputa ao Senado. Todos tiveram cargos em diferentes pastas durante o terceiro mandato de Lula
Originalmente, a intenção de Haddad era atuar na campanha presidencial, com a elaboração do plano de governo, mas foi convencido por Lula a disputar o Palácio dos Bandeirantes pela segunda vez. Em 2022, Haddad conseguiu levar a disputa pelo executivo paulista para o segundo turno e, mesmo com a derrota, obteve 44,73% dos votos, inclusive vencendo na capital.
Logo de início, um dos obstáculos era a rejeição do eleitorado paulista pelo PT, especialmente no interior do estado. Uma das apostas do petista foi a discussão de propostas para os problemas do dia-a-dia para aproximar Haddad dos eleitores, colocando a segurança pública como prioridade e fazer críticas às privatizações em São Paulo, como as da Sabesp.
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Ver todasDurante caminhada em São Bernardo do Campo, na Grande São Paulo, na última sexta-feira (2/10), o petista afirmou ter cumprido o objetivo estabelecido na campanha.
“Vamos ver domingo. Domingo é o que vai mostrar a realidade. Enfim, eu acho que nós fizemos o papel aqui de mostrar as enormes vulnerabilidades do governo (…) mas eu acho que nossa campanha cumpriu o papel de mostrar que segurança, saúde e educação estão precisando de uma mobilidade, estão precisando de um outro caminho. A campanha conseguiu mostrar essa necessidade, mas o eleitor é quem comanda”, disse Haddad.
A pesquisa do Instituto Datafolha, divulgada na última quinta-feira (1º/10), mostrava o governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) com chances de reeleição ainda no primeiro turno, com 56% dos votos válidos, enquanto o petista tinha 37% das intenções de voto.
Para o presidente do PT, Edinho Silva, Haddad cumpriu “um papel brilhante” durante a campanha em São Paulo. “Fernando Haddad, na minha avaliação, depois do presidente Lula, é o maior quadro que o PT tem hoje. Não só porque ele foi candidato a presidente, foi [um] ministro da Educação exitoso, [um] ministro da Fazenda exitoso, fez reformas históricas na economia brasileira, mas pelo seu preparo, pela sua capacidade de enfrentamento, do debate. Agora, ele tem cumprido um papel brilhante, ele está, como as pesquisas estão mostrando, ele está com [cerca de] 40% no primeiro turno, semelhante ao que ele teve no segundo turno em 2022”, disse o petista em entrevista coletiva na última sexta.
Durante sabatina promovida pelo Metrópoles, Haddad afirmou que uma possível vitória de Tarcísio ainda no primeiro turno não deve ter um impacto sobre um eventual cenário de palanque eleitoral para o presidente Lula.
Apesar do cenário das últimas pesquisas, Haddad ainda tenta buscar eleitores indecisos e puxar votos também para as candidatas ao Senado Marina Silva (Rede) e Simone Tebet (PSB).
A disputa para as duas vagas no Congresso Nacional está acirrada, com Tebet e Marina em cenários de empate técnico com os candidatos apoiados por Tarcísio, André do Prado (PL) e Guilherme Derrite (PP), na disputa para o Congresso Nacional.





































