
Haddad quer câmeras corporais de policiais com gravação contínua em SP
O plano de segurança pública de Fernando Haddad (PT), candidato ao governo de São Paulo, foi apresentado nesta segunda-feira (10/8)

O plano de segurança pública de Fernando Haddad (PT), candidato ao governo de São Paulo, prevê que as câmeras corporais dos policias tenham gravação contínua durante todo o serviço na rua. Atualmente, na gestão Tarcísio de Freitas (Republicanos), os equipamentos precisam ser ativados manualmente por cada agente.
Segundo Haddad, o objetivo do registro ininterrupto é proteger os cidadãos nas abordagens, assim como resguardar os policiais contra acusações injustas. O petista se comprometeu a reduzir a letalidade policial no estado.
Outra promessa é a possibilidade de a população registrar boletins de ocorrência na Polícia Civil via WhatsApp. No geral, o projeto inclui temáticas como violência racial, violência de gênero e violência contra crianças e adolescentes.
O petista lançou, nesta segunda-feira (10/8), um plano de segurança pública para o estado. Batizado de SP Protege, o programa estabelece a implementação da Agência Estadual Antifacção, uma estrutura permanente de inteligência e investigação, sob a direção estratégica do governador, com atuação integrada do Ministério Público, de polícias, da Receita Federal estadual e de órgãos de controle.
Entre no canal de WhatsApp do Metrópoles SPO programa de Haddad também indica um plano de carreira estruturado para a polícia, com valorização salarial e promoções por critérios profissionais. Entre as propostas, também está a criação uma força-tarefa permanente do Porto de Santos, com mandato e orçamento próprios, sob o intuito de combater o tráfico transnacional e outros crimes no local.

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Ver todasComo o Metrópoles adiantou, uma das grandes apostas do plano de segurança de Haddad é a inteligência artificial. No âmbito da violência doméstica, uma plataforma com a tecnologia deve cruzar dados e alertas de diversas áreas para classificar o risco de crimes.
A proposta visa proporcionar às polícias e guardas municipais mais uso da tecnologia, com, segundo ele, rotina de transparência e checagem de dados. De acordo com o plano, a IA vai viabilizar robustez de provas, assim como cruzar as imagens das câmeras, os dados de ocorrência e as chamadas ao 190 para montar mapas de calor que mostram onde e quando os crimes ocorrem.
“Vamos fazer as informações se encontrarem e dar efetividade às câmeras que estão instaladas e que não têm atrás de si um instrumento de processamento de dados”, afirmou Haddad.
Segundo o programa de Haddad, a ideia é que o 190 tenha respostas mais rápidas, de modo que a chamada será conectada em tempo real com o sistema de inteligência e câmeras. Dessa forma, localiza a ocorrência e proporciona o acionamento imediato da viatura mais próxima.
“Para usar a tecnologia, nós vamos ter que fazer um trabalho de alfabetização digital, mas é muito mais fácil do que hoje você tem que entrar num portal, digitar tudo. Nós queremos facilitar a vida do cidadão; se não der, vai pegar. Percebam que a inteligência de dados vem depois da comunicação”, disse Haddad.
Para estruturar o projeto de segurança, Haddad foi guiado por aliados e especialistas, como o próprio vice na chapa, Márcio França (PSB), ex-ministro do Empreendedorismo e ex-governador; o deputado estadual Emídio de Souza (PT), coordenador do programa de governo; e a deputada federal Tabata Amaral (PSB).
No rol de especialistas, atuaram Leandro Piquet, pesquisador do Núcleo de Pesquisas em Políticas Públicas (NUPPs) da Universidade de São Paulo (USP) e integrante do Conselho Gestor da Secretaria de Segurança Pública (SSP) do estado; e Benedito Mariano, sociólogo e coordenador do Núcleo de Segurança Pública na Democracia, do Instituto para Reforma das Relações entre Estado e Empresa.
Também participaram Claudinho Silva, ex-ouvidor das Polícias do Estado de São Paulo, e Igor Marchesini, engenheiro e especialista que conduziu agendas de inteligência artificial, datacenters e transformação digital do Ministério da Fazenda, como assessor especial de Haddad.













