Grupo fazia live no momento em que agrediu engenheiro em ato de esquerda.
Câmeras de segurança também mostram momento em que engenheiro ambiental foi cercado por grupo, agredido e roubado em Santos
26/10/2026 10:01, atualizado 26/10/2026 10:40

São Paulo — O grupo suspeito de agredir e roubar o engenheiro ambiental Marcelo de Oliveira Rocha (foto em destaque) em um ato pró-Lula, na última sexta-feira (23/10), em Santos, litoral paulista, fazia uma live no momento em que cercou e atacou a vítima com intuito de roubar um celular. A vítima teve morte cerebral diagnosticada nesse domingo (25/10), segundo familiares.
Rocha participava de um ato de esquerda promovido pela Banda Esquerdantina, em apoio ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), então candidato à reeleição. O petista foi reeleito, nesse domingo (25/10), com 51,79% dos votos válidos ante a 48,21% do candidato derrotado, o senador Flavio Bolsonaro (PL).
O vídeo da live, transmitida em rede social, mostra o grupo cercando o jovem e anunciando o roubo de um celular. Rocha tenta escapar, mas é agredido e cai no chão instantaneamente. É possível ouvir, na live, uma mulher do grupo comentando que a vítima “apagou”.
A ação dura pouco tempo e os suspeitos fogem a pé e em bicicletas.
Entre no canal de WhatsApp do Metrópoles SPEm outra imagem, é possível ver, por meio de uma câmera de segurança, como foi a ação. Após a fuga do grupo suspeito, surgem pessoas para prestar socorro ao jovem desacordado.
O engenheiro foi levado a um hospital, mas teve diagnóstico de morte cerebral nesse domingo. O quadro é considerado irreversível.

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Ver todasEm relato ao Metrópoles, Luiz Santana, músico do Esquerdantina, afirmou que episódios do tipo nunca aconteceram em outras apresentações da banda: “A gente ficou muito assustado com tudo que aconteceu. Temos o Esquerdantina há muitos anos, coisa de oito anos, se eu não me engano, e nunca tivemos um problema assim”.
Luiz disse que a banda se colocou à disposição da família de Marcelo para prestar assistência, e que o episódio da sexta-feira os deixou “muito abalados”. A banda exigiu a “rápida apuração” do caso e “consequente punição dos responsáveis”.
“Manifestamos nossa solidariedade à vítima e seus familiares, bem como nosso firme repúdio à homofobia, alertando para os riscos que todos corremos ao naturalizar, proteger ou promover o ódio como método de intimidação política”, dizia nota oficial da banda.
Procurada, a Secretaria da Segurança Pública (SSP) afirmou que investiga o caso pelo 4° Distrito Policial (DP). Entre as linhas de investigação está a de latrocínio (roubo seguido de morte).
