Volta para casa complicada: greve em 3 linhas da CPTM afeta 780 mil
A greve dos ferroviários atingiu as Linhas 11-Coral, 12-Safira e 13-Jade. Trechos recebem, em média, 780 mil passageiros em dias úteis

A greve dos ferroviários deflagrada na manhã desta terça-feira (4/8) – que atinge as Linhas 11-Coral, 12-Safira e 13-Jade da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM) – afeta cerca de 780 mil passageiros, que utilizam diariamente os três trechos em dias úteis.
Em última atualização da companhia, às 11h, a Linha 11 estava com operação parcial entre as estações Barra Funda e Guaianases. A Linha 12 passou a circular com operação parcial entre as estações Brás e Engenheiro Goulart. A Linha 13 segue com operação interrompida até a publicação desta reportagem.
Veja como está a operação:
- Linha 11-Coral: 15 trens em operação, no trecho entre Palmeiras-Barra Funda e Guaianases;
- Linha 12-Safira: quatro trens em circulação, entre Brás e Engenheiro Goulart;
- Linha 13-Jade: operação parcial, com velocidade reduzida;
- As linhas 7-Rubi, 8-Diamante e 9-Esmeralda, concedidas à iniciativa privada, e a 10-Turquesa, operam normalmente.
Para tentar minimizar os efeitos da greve, a Prefeitura de São Paulo suspendeu o rodízio para automóveis. A suspensão valeu para os dois períodos: das 7h às 10h e das 17h às 20h, para carros com finais de placas 3 e 4.
O que a greve quer?
Entre as reivindicações, estão a reestatização das linhas 11-Coral, 12-Safira e 13-Jade, concedidas à Trivia Trens, a garantia de todos os empregos na CPTM e a aprovação do Projeto de Lei (PL) nº 730/2025 na Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo (Alesp), com o apoio do governo. O texto prevê a absorção dos funcionários da estatal por órgãos da administração pública estadual após concessões.
Entre no canal de WhatsApp do Metrópoles SPO que o Sindicato diz?
O Sindicato dos Trabalhadores em Empresas Ferroviárias da Zona Central do Brasil afirma que a greve deflagrada nesta terça (4/8) ocorreu por falta de garantia formal da manutenção de seus empregos por parte do governo paulista.
O que diz a CPTM?
Em nota, a CPTM disse lamentar a decisão do sindicato, “mesmo após a apresentação de compromissos concretos e da disposição expressa da gestão estadual para avançar nas negociações”. “Diante disso, a CPTM recorreu ao Tribunal Regional do Trabalho, que determinou a operação de 80% do efetivo nos horários de pico e de 60% nos demais períodos. Em caso de descumprimento, o TRT fixou multa diária de R$ 400 mil ao sindicato”, informou.































