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São Paulo

Governo de SP demite sargento condenado a 9 anos por tortura e morte

Claudemir Vicente Brambilla foi condenado pela morte de Paulo Renato de Barros Pereira, torturado em 2014 após um suposto furto

28/10/2026 09:15
Reprodução
Imagem colorida mostra ex-sargento condenado por tortura. Metrópoles

São Paulo — O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), assinou a demissão do segundo-tenente da reserva da Polícia Militar (PM) Claudemir Vicente Brambilla, condenado por tortura em um caso ocorrido em 2014. Na época do crime, ele era sargento da PM em Serrana, no interior do estado. A decisão foi publicada no Diário Oficial desta quarta-feira (28/10).

Além da demissão, o governo de São Paulo também determinou o cancelamento dos pagamentos feitos ao policial após ele ser transferido para a reserva.

O Metrópoles tenta contato com a defesa do policial.

Tortura após suposto furto

Claudemir Vicente Brambilla e o também policial Andes de Souza Franco foram condenados a 9 anos e 4 meses de prisão em regime inicial fechado por torturar e matar Paulo Renato de Barros.

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A vítima foi agredida e forçada a confessar um furto, além de indicar onde estariam os bens subtraídos. A violência causou rupturas no baço e no rim esquerdo de Paulo, resultando em uma hemorragia interna.

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Ao longo do julgamento, os policiais negaram as agressões e afirmaram que Paulo confessou o furto voluntariamente. Alegaram ainda que a vítima sofreu uma parada cardiorrespiratória devido ao uso de entorpecentes. Também sugeriram que Paulo poderia ter se envolvido em uma briga antes da abordagem, o que explicaria os ferimentos.

Para justificar por que o corpo de Paulo chegou à Unidade de Pronto Atendimento (UPA) sujo de terra, alegaram que, ao abrirem a porta da viatura, a vítima se jogou no chão e começou a convulsionar.

O exame toxicológico, no entanto, deu negativo. Além disso, o laudo médico constatou que as lesões foram causadas por “múltiplos impactos com emprego de razoável força contundente”, o que afastou a hipótese de queda da viatura.

Claudemir Vicente Brambilla, que havia sido eleito vereador de Guatapará em 2024, foi preso em agosto após um mandado expedido pelo Tribunal de Justiça de São Paulo.

Não ficou comprovado no processo que Paulo Renato de Barros Pereira tenha efetivamente cometido qualquer furto.