Governo de SP assina contrato da PPP do Novo Centro Administrativo
Leilão foi realizado em fevereiro deste ano; próxima etapa é a de elaboração do projeto executivo de obras da nova sede

São Paulo — O Governo de São Paulo assinou nessa quinta-feira (22/10) o contrato da Parceria Público-Privada (PPP) para implantação do novo Centro Administrativo, que será construído no bairro Campos Elíseos, no centro da capital. A medida foi publicada no Diário Oficial do Estado desta sexta-feira (23/10).
Agora, devem ser elaborados os planos da concessão, desenvolvimento dos projetos básico e executivo, obtenção das licenças e demais providências necessárias à implantação do empreendimento.
O Consórcio Novo Centro, formado pelas empresas Zetta Infraestrutura, M4 Investimentos, Engemat, RKZ e Iron Property, foi o vencedor do leilão realizado em fevereiro deste ano, na B3, Bolsa de Valores em São Paulo.
O valor máximo de contraprestação que poderia ser cobrado pelas empresas era de R$ 76,6 milhões por mês em uma estimativa de 25 anos, ou seja, um total de R$ 22,9 bilhões. O consórcio vencedor ofereceu desconto de 9,62% e aceitou receber mensalmente R$ 69,2 milhões.
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Ver todasO governo estima investimentos em torno de R$ 6 bilhões no período de 30 anos. O governo vai investir R$ 3,4 bilhões na etapa de obras e a futura concessionária colocará R$ 2,7 bilhões no projeto.
Veja fotos do projeto:
O novo complexo deve reunir o gabinete do governador, secretarias e outros órgãos estaduais que atualmente estão distribuídos em quase 40 endereços da capital.
Inicialmente, quando a gestão Tarcísio de Freitas (Republicanos) anunciou o projeto, a estimativa era de que o custo fosse de cerca de R$ 4 bilhões.
Mudanças no projeto arquitetônico, como a inclusão de mais vagas de garagem — em um contrassenso com a ideia de incentivar o uso do transporte público pelos 22 mil servidores — foram responsáveis por elevar os custos previstos.
A concessionária será responsável pela operação e manutenção do complexo durante toda a concessão, incluindo serviços de limpeza, segurança e conservação.
O projeto arquitetônico é assinado pelo escritório Ópera Quatro Arquitetura, que venceu o concurso organizado pelo Departamento de São Paulo do Instituto de Arquitetos do Brasil (IAB).
O governo aposta na construção como uma forma de revitalizar o centro da capital paulista, gerando mais empregos e mais circulação de pessoas na região. Para isso, no entanto, serão feitas desapropriações que geraram críticas de moradores do entorno.
Além dos prédios novos que serão construídos no entorno do Parque Princesa Isabel, a gestão Tarcísio prevê restaurar 17 imóveis tombados e a ampliar em mais de 40% as áreas verdes do Parque.














