Inscreva-se no canal MetrópolesTV no YouTube
São Paulo

Golpistas usavam 13 sites falsos de leilões para atrair vítimas pelo país

Operação Arremate foi deflagrada nesta quarta-feira (23/9) pela Polícia Civil de São Paulo e mirou grupo suspeito de golpes pelo país

23/09/2026 08:45
Polícia Civil/Divulgação.
Foto colorida de viatura da Polícia Civil em frente à imóvel alvo de operação contra falsos leilões.

Ao menos 13 sites falsos de leilões eram utilizados por uma quadrilha de estelionatários para atrair vítimas e causar prejuízo milionário em diferentes estados do país, entre eles São Paulo. O grupo foi alvo da Operação Arremate, deflagrada nesta quarta-feira (23/9) pelas polícias Civil do Ceará e São Paulo. Cinco pessoas foram presas.

A Justiça decretou a prisão de sete envolvidos. Também foi expedido 24 ordens judiciais de busca e apreensão.

Golpistas usavam 13 sites falsos de leilões para atrair vítimas pelo país - destaque galeria
3 imagens
Grupo especial da Polícia Civil deu apoio a corporação do Ceará.
Golpistas usavam 13 sites falsos de leilões para atrair vítimas pelo país - imagem 3
Polícia Civil cumpriu mandados contra quadrilha de golpistas em São Paulo.
1 de 3

Polícia Civil cumpriu mandados contra quadrilha de golpistas em São Paulo.

Grupo especial da Polícia Civil deu apoio a corporação do Ceará.
2 de 3

Grupo especial da Polícia Civil deu apoio a corporação do Ceará.

Golpistas usavam 13 sites falsos de leilões para atrair vítimas pelo país - imagem 3
3 de 3

No total, 18 vítimas foram identificadas no Ceará, além dos estados da Bahia, Paraná, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais e Santa Catarina.

Relatórios da investigação, que contou com apoio do Grupo Armado de Repressão a Roubos e Assaltos (Garra), do Departamento de Operações Policiais Estratégicas (Dope) da Polícia Civil, apontam que os golpistas podem ter movimentado cifras superiores a R$ 2,6 milhões.

Entre no canal de WhatsApp do Metrópoles SP

Receba no seu email as notícias de Metrópoles SP

Frequência de envio: Diário

Ver todas as newsletters

Como funcionava

A investigação descobriu que os criminosos usavam meios digitais para criar falsa aparência de legitimidade dos leilões, atraindo vítimas por anúncios e ofertas de veículos e outros bens.

Com ofertas e valores vantajosos, a quadrilha induzia as vítimas a realizar pagamentos ou transferências para contas de laranjas. Após recebimento do valor, porém, os golpistas sumiam e as vítimas descobriam que tudo era falso.

Segundo a polícia, a operação busca identificar toda a estrutura responsável pela fraude, como envolvidos na captação das vítimas, administração das plataformas e anúncios fraudulentos, além da movimentação dos valores obtidos.

“Os presos e os objetos apreendidos serão encaminhados à Divisão de Capturas, onde serão adotadas as providências de polícia judiciária pertinentes”, disse a Polícia Civil em nota.