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São Paulo

Golfinho pseudorca é encontrada morta próxima à costa em Ilhabela

O animal, uma fêmea de aproximadamente quatro metros de comprimento, foi encontrado com um apetrecho de pesca enrolado no corpo

04/08/2026 11:57
Divulgação/Instituto Argonauta
Imagem colorida de resgate de pseudorca em região próxima à Ilhabela - Metrópoles

Uma pseudorca de aproximadamente quatro metros de comprimento foi encontrada morta nesta terça-feira (4/8), próxima à Ponta de Sepituba, em Ilhabela, no litoral de São Paulo. O animal foi encontrado com um apetrecho de pesca enroscado no corpo.

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Apesar do nome popular, a pseudorca não se trata de uma orca, mas de uma espécie de golfinho de grande porte. A espécie vive em grupos sociais e alimenta-se principalmente de peixes e lulas, ocupando o topo da cadeia alimentar marinha.

A fêmea foi encontrada por uma equipe do Programa de Monitoramento de Praias da Bacia de Santos (PMP-BS), executado pelo Instituto Argonauta. Após o resgate, a carcaça foi rebocada até a Praia Grande, em São Sebastião, onde foi iniciada a necropsia para investigar as possíveis causas da morte.

Também será realizada coleta de amostras biológicas da pseudorca que serão encaminhadas para laboratórios especializados. As análises contribuirão para ampliar o conhecimento sobre a saúde da espécie e identificar possíveis fatores relacionados ao óbito.

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Após a conclusão dos procedimentos, a carcaça será destinada “seguindo rigorosamente os protocolos de biossegurança e a legislação ambiental vigente”, segundo o Instituto Argonauta.

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Para a médica-veterinária Mariana Zillio, responsável pelos atendimentos na Unidade de Estabilização de São Sebastião, a investigação científica é essencial para compreender o caso.

“Cada ocorrência como essa representa uma oportunidade importante para ampliar o conhecimento sobre a saúde da fauna marinha e os impactos das atividades humanas no ambiente costeiro. A necropsia, aliada às análises laboratoriais, é fundamental para esclarecer as possíveis causas da morte e gerar informações que contribuam para a conservação da espécie.”

No caso da pseudorca, o animal vive em distribuição cosmopolita — quando um ser vivo é encontrado em quase toda a Terra, desde que haja um lugar bom para ele viver. A presença da espécie é pouco frequente no litoral brasileiro.