Inscreva-se no canal MetrópolesTV no YouTube
São Paulo

Gentili terá de pagar R$ 10 mil a Padre Lancellotti por danos morais

Justiça de São Paulo condenou o apresentador Danilo Gentili a pagar indenização por publicações ofensivas contra Padre Júlio Lancellotti

19/08/2026 14:52, atualizado 19/08/2026 14:58
Foto: Instagram/Reprodução
montagem com Padre Júlio Lancellotti e Danilo Gentili - metrópoles

A Justiça de São Paulo condenou o apresentador Danilo Gentili a pagar R$ 10 mil de indenização por danos morais ao Padre Júlio Lancelloti por publicações consideradas ofensivas contra o religioso, além da remoção do conteúdo. Ainda cabe recurso da decisão.

No processo, o padre alegou ter sido alvo de publicações em perfis do apresentador em redes e plataformas digitais. De acordo com a decisão, as publicações tinham conteúdo ofensivo, difamatório e de conotação homofóbica, com uso de apelidos pejorativos, montagens e imagens manipuladas, inclusive com uso de inteligência artificial.

A defesa de Gentili argumentou que grande parte dos fatos apresentados no processo já havia sido julgada em uma ação anterior, quando o padre o processou por homofobia. Também alegou que as publicações do apresentador tratam-se de “manifestações humorísticas e satíricas, protegidas pela liberdade de expressão” e negou a existência de conteúdo ilícito, de violação ao segredo de justiça, de dano moral indenizável ou de nexo causal.

Em uma das publicações, feita em abril do ano passado, o apresentador escreveu: “Perdeu, Padre, Padre da Linguiça leva uma invertida”.

Entre no canal de WhatsApp do Metrópoles SP

Receba no seu email as notícias de Metrópoles SP

Frequência de envio: Diário

Ver todas as newsletters

Na decisão, a juíza Daniela Dejuste de Paula, da 29ª Vara Cível do Foro Central Cível, entendeu que o apresentador extrapolou os limites da liberdade de expressão.

“A liberdade de expressão assegura ampla margem para interpretação, crítica e sátira de fatos públicos. Não assegura, contudo, a transformação de circunstâncias controvertidas em afirmação categórica de conduta desabonadora apresentada como fato”, escreveu.

“A matéria voltou a utilizar a figura do autor [padre Júlio] como elemento central de escárnio, acompanhada de imagens manipuladas, inclusive por inteligência artificial, nas quais aparece trajado como sacerdote e segurando linguiças em contexto de evidente conotação sexual”, completou a magistrada.

O Metrópoles busca contato com a assessoria de Danilo Gentili. O espaço segue aberto para manifestações.