"Gangue do quebra-vidros": Polícia Civil faz operação na Marginal Tietê
Segundo a polícia, “gangue do quebra-vidros” atuava na Marginal Tietê, nas proximidades da Favela do Gato, em horário de pico de trânsito

São Paulo — O Departamento de Operações Policiais Estratégicas (Dope), da Polícia Civil, realizou, nesta terça-feira (20/10), uma operação contra a atuação da “gangue do quebra-vidros” na Comunidade do Gato, localizada no bairro do Bom Retiro, região central da capital paulista.
O grupo de criminosos costumava abordar veículos na Marginal do Rio Tietê — que fica nas proximidades da comunidade –, principalmente nos horários de pico. A gangue aproveitava essa situação de lentidão no trânsito para quebrar os vidros dos carros e roubar celulares, bolsas e outros objetos de valor.
“Nosso objetivo é combater de forma firme e estratégica os crimes patrimoniais, especialmente a ação dos chamados ‘quebra-vidros’”, destacou o delegado Tom Blumer, do Grupo Armado de Repressão a Roubos e Assaltos do Dope.

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Ver todasA Polícia Civil prossegue com as diligências para o esclarecimento dos delitos e a identificação de eventuais outros envolvidos. “O GARRA está atuando para identificar os responsáveis, reunir provas e promover a responsabilização criminal dos envolvidos. Essa operação reafirma o compromisso da Polícia Civil com o enfrentamento à criminalidade e a proteção da população”, explica o delegado Tom Blumer.
Entre no canal de WhatsApp do Metrópoles SPO número de prisões realizadas durante a ação não foi informado. O Metrópoles entrou em contato com a Secretaria de Segurança Pública (SSP) para obter mais informações, mas não houve resposta até o momento dessa publicação. O espaço está aberto.
Em julho, quatro homens foram detidos pela Polícia Militar (PM), suspeitos de envolvimento na prática de “quebra-vidros”, na região da Barra Funda, zona oeste de São Paulo.
“Crime do momento”, diz SSP sobre quebra-vidros
Há consenso entre interlocutores da Secretaria da Segurança Pública para classificar o quebra-vidro como “crime do momento”.
“Em cada momento do tempo você tem que combater o crime que aparece. Eu acompanho essa evolução criminosa em São Paulo, e eu sou da época que tinha o roubo a banco. Por volta dos anos 1990 e 2000, [o crime do momento era o] sequestro com reféns em cativeiro e sequestro-relâmpago. Isso foi acabando e começou a ter crimes digitais, golpe de Whatsapp e do Pix”, disse o secretário-executivo coronel Henguel Ricardo Pereira.
Desde abril, a SSP intensificou as ações de combate a esse tipo de crime na região central da capital paulista. Nos primeiros cinco meses do ano, houve um aumento de 6,5% nas prisões na capital comparado ao mesmo período do ano passado, passando de 16,2 mil para 17,3 mil prisões, conforme a pasta. De acordo com a PM, de janeiro a maio de 2026, foram presas 1.480 pessoas em diferentes flagrantes durante a Operação Impacto Quebra-Vidro.
