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São Paulo

Fisiculturista preso por espancar namorada médica vai a júri popular

Pedro Camilo Garcia Castro agrediu Samira Khouri por ciúmes de um amigo gay. Vítima teve múltiplas fraturas no rosto e passou dias na UTI

11/09/2026 09:18, atualizado 11/09/2026 09:24
Imagem cedida ao Metrópoles
Veja o depoimento do fisiculturista que matou a namorada

A Justiça de São Paulo decidiu levar o fisiculturista Pedro Camilo Garcia Castro a júri popular por tentativa de feminicídio contra a então namorada, a médica Samira Khouri. Ele está preso desde julho de 2025 após espancar a namorada em um apartamento na capital paulista.

Na decisão, publicada na última terça-feira (8/9), a juíza Luiza Torggler Silva ressaltou que o fisiculturista agiu com intenção de matar, por motivo fútil, mediante meio cruel e com recurso que dificultou a defesa da vítima. O documento lembra que Samira foi agredida mesmo desacordada e os golpes foram concentrados em regiões vitais da mulher, como cabeça e pescoço, além de Pedro ter fugido sem prestar socorro.

O Tribunal de Justiça ainda destacou a existência de laudos e prontuários que comprovam a materialidade do crime e indicam a autoria por parte de Pedro Camilo.


Relembre o caso


A juíza também manteve a prisão preventiva do acusado, justificada pela gravidade dos fatos e pela insuficiência de medidas cautelares alternativas. O pedido de insanidade mental apresentado pela defesa do fisiculturista foi rejeitado novamente. Em maio deste ano, a Justiça já havia afastado a tese de que o uso de anabolizantes, medicamentos controlados e um quadro de bulimia poderiam ter comprometido a capacidade psíquica do réu.

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Em nota, a defesa de Samira Khouri afirmou que a decisão incentiva as mulheres a acreditar na Justiça. “Nenhuma mulher deveria precisar sobreviver para provar que poderia ter morrido. É por isso que cada denúncia importa, cada resposta do sistema de Justiça importa e cada responsabilização importa. Que essa decisão sirva para que outras mulheres saibam: vocês devem denunciar, devem buscar ajuda”, afirmou a advogada Gabriela Manssur.

Ao Metrópoles, a defesa de Pedro Camilo Garcia Castro, representada pelo advogado Eugênio Malavasi, afirmou que avalia a possibilidade de recorrer da decisão.

Imagens das câmeras de segurança

No dia do crime, câmeras de segurança flagraram o fisiculturista entrando e saindo do apartamento – que era um Airbnb – na Avenida Pavão, em Moema, na zona sul da capital. As imagens também mostram Pedro deixando o prédio.

Veja:

No despacho em que converteu a prisão de Pedro Camilo de flagrante para preventiva, o juiz Vinicius de Toledo Piza Peluso destacou que o crime foi praticado com “violência exacerbada e brutalidade incomum”.

Além disso, a decisão, obtida pelo Metrópoles, levou em conta que o modus operandi do agressor denotou “covardia, descontrole emocional e periculosidade concreta”.

Peluso também levou em consideração o estado em que a vítima, a médica de 27 anos, foi encontrada caída ao solo, inconsciente, com a respiração ofegante e o rosto desfigurado e coberto de sangue.