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São Paulo

Falso médico que errou exame em UBS é condenado a 2 anos de prisão

Sem formação profissional, Wellington Augusto Mazini Silva atendeu dezenas de pacientes em SP e foi preso após um laudo equivocado

03/08/2026 12:36
Reprodução/Redes Sociais
Falso médico condenado a prisão. Metrópoles

O empresário preso por atuar como um falso médico em uma Unidade Básica de Saúde (UBS) de Cananéia, no litoral de São Paulo, foi condenado a 2 anos e 8 meses de prisão em regime inicial fechado, mais 1 ano e 10 meses de detenção no semiaberto. Ele está preso desde o início de janeiro de 2026.

Na UBS Dr. Marcondes de Andrade, Wellington Augusto Mazini Silva, de 28 anos, atendeu dezenas de pacientes entre os dias 6 e 7 de janeiro. Ele realizou exames de ultrassom e assinou documentos utilizando registros de outros profissionais, sem possuir formação ou inscrição no Conselho Regional de Medicina do Estado de São Paulo (Cremesp).


  • O empresário Wellington Augusto Mazini Silva, de 28 anos, que atuou como falso médico em uma UBS de Cananéia, está preso desde janeiro de 2026.
  • Ele atendeu dezenas de pacientes na UBS Dr. Marcondes de Andrade entre os dias 6 e 7 de janeiro, sem formação em Medicina nem registro no Cremesp.
  • A fraude foi descoberta após um paciente denunciar um laudo que apontava uma vesícula íntegra, apesar de ele já ter retirado o órgão.
  • Segundo a investigação, Wellington também demonstrou incapacidade de identificar o sexo de um bebê e estimar a idade gestacional de uma grávida de oito meses.
  • A direção da UBS verificou que o registro profissional informado pertencia a outro médico e acionou a Polícia Militar, que prendeu Wellington em flagrante.
  • O condenado confessou que receberia cerca de R$ 2 mil pelos atendimentos realizados naquele dia.

A fraude foi descoberta após uma das vítimas denunciar o caso à direção da unidade. O paciente já havia retirado a vesícula, mas recebeu um laudo de Wellington informando que o órgão estava íntegro e em perfeitas condições. Após ser questionado sobre o erro, o condenado demonstrou nervosismo e refez parcialmente o exame. Foi verificada também a incapacidade do falso médico “em determinar sexo fetal ou data provável do parto em gestante de oito meses”.

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O diretor da UBS realizou uma consulta do registro profissional relatado pelo falso médico e o resultado apresentou a identificação de outro profissional. Então, a Polícia Militar foi acionada e prendeu o homem em flagrante.

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Wellington admitiu que receberia cerca de R$ 2 mil pelos atendimentos realizados naquele dia. Em nota divulgada na época, a Prefeitura de Cananéia afirmou que nenhum paciente seria prejudicado e que todos que realizaram exames com o falso médico foram convocados para novos procedimentos, “garantindo a fidedignidade diagnóstica e a continuidade do atendimento com segurança e qualidade”.

O caso foi julgado no Tribunal de Justiça de São Paulo (TJSP). Wellington foi condenado pelos crimes de falsa identidade, tentativa de estelionato, exercício ilegal da medicina, falsificação de documentos particulares e exposição da vida ou saúde de terceiros a perigo. Cabe recurso.