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São Paulo

Ex-PM do Paraná foragido é morto em confronto com policiais de SP

Rafael Rodrigues de Andrade é ex-policial no Paraná e tinha mandado de prisão aberto por esquema de proteção a traficantes em Curitiba

04/09/2026 07:12, atualizado 04/09/2026 07:46
Reprodução.
Foto colorida de Rafael Rodrigues de Andrade, de 30 anos, morto após confronto contra policiais militares de Araras, interior de São Paulo.

O ex-policial militar do Paraná Rafael Rodrigues de Andrade (imagem em destaque) morreu após troca de tiros com policiais militares (PMs) paulistas, na noite dessa quinta-feira (3/9), em Araras, interior de São Paulo. O confronto foi em um condomínio residencial no Jardim Cândida.

Andrade era alvo de um mandado de prisão preventiva expedido pela Justiça por integrar um esquema de proteção a traficantes da região sul de Curitiba. Ele chegou a ser preso, em 2019, após o Ministério Público do Paraná (MPPR) e a PM paranaense deflagrarem a Operação Carnívoro. Além dele, mais cinco policiais foram capturados à época.

Em São Paulo, o ex-militar estava escondido em um dos prédios do Condomínio Mirante da Lagoa. Segundo a PM paulista, equipes foram ao local para cumprir a ordem judicial, mas Andrade reagiu e atirou contra os agentes.

Após os tiros, Andrade se trancou dentro de um apartamento. Policiais precisaram arrombar a porta e, novamente, houve troca de tiros. O ex-PM foi atingido, ao menos, três vezes.

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O Corpo de Bombeiros foi acionado, levou Andrade ao Pronto-Socorro da Santa Casa de Araras, mas o ex-policial militar morreu.

A Polícia Civil abriu uma investigação para apurar a dinâmica do confronto.

Proteção a traficantes

Andrade integrava um esquema que protegia traficantes da região sul de Curitiba. Investigações do MPPR e da PMPR descobriram que o grupo usava a estrutura da corporação para favorecer criminosos, como o uso de viaturas, armas e informações privilegiadas.

À época, promotores descobriram que, entre as formas de beneficiar traficantes locais, os investigados vazavam dados sigilosos e monitoravam comunicações internas da PM em troca do recebimento de propina para proteger pontos de venda de drogas.

Naquela ocasião, seis policiais militares, entre eles Andrade, e mais 17 pessoas foram presos.