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Apuração pelo Brasil

São Paulo

Eleito em SP, Guilherme Derrite é o senador mais votado da história do país

Derrite é ex-secretário da Segurança Pública de São Paulo e foi eleito com mais de 13 milhões de votos. André do Prado ficou com a 2° vaga

05/10/2026 11:30
Pablo Jacob /Governo do Estado de SP
Guilherme Derrite (PP-SP)

O ex-secretário da Segurança Pública de São Paulo, Guilherme Derrite (PP), se tornou o senador mais votado da história do Brasil nesse domingo (4/10). Derrite foi eleito em São Paulo com 13.273.880 votos (30,59% dos válidos), segundo apuração do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

André do Prado (PL) foi quem ficou com a segunda vaga para o Senado em São Paulo. O atual presidente da Assembleia Legislativa do Estado (Alesp) recebeu 12.703.089 votos (29,28% dos válidos) e também se isolou como o segundo senador mais votado do país em números absolutos.

O antigo recorde histórico pertencia ao ex-vice-governador de São Paulo, Aloysio Nunes Ferreira. Em 2010, o político concorreu pelo PSDB e foi eleito senador no estado, com 11.189.168 votos.

Guilherme Derrite e André do Prado fizeram suas campanhas eleitorais apoiados pelo governador reeleito, Tarcísio de Freitas (Republicanos). A última pesquisa Quaest divulgada antes da eleição, no sábado (3/10), mostrava empate técnico entre eles e as candidatas Marina Silva (Rede) e Simone Tebet (PSB).

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A diferença dos votos, no entanto, surpreendeu. Derrite e André venceram com 30,59% dos votos e 29,28% dos votos, respectivamente. Enquanto Tebet e Marina tiveram 19,23% e 18,12%, cada uma.

Quem é Guilherme Derrite

Nascido em 10 de outubro de 1984, Guilherme Derrite formou-se pela Academia de Polícia Militar do Barro Branco. Também é bacharel em direito e concluiu uma pós-graduação em ciências jurídicas.

Na carreira policial, atuou entre 2010 e 2013 como tenente nas Rondas Ostensivas Tobias de Aguiar (Rota), a tropa de elite da Polícia Militar de São Paulo.

Em 2018, Derrite foi eleito deputado federal. Na Câmara, passou a ser conhecido também como Capitão Derrite, em referência à patente na PM. Foi reeleito em 2022.

Apoiador do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), o parlamentar defendeu ao longo da trajetória uma política de segurança pública de linha-dura. Foi vice-líder do governo na Câmara dos Deputados e conseguiu a aprovação de projeto de lei que acabou com as saídas temporárias de presos no Brasil.

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A escolha por Derrite para integrar a gestão de Tarcísio de Freitas (Republicanos), em 2023, foi vista como um dos principais acenos do governador de São Paulo ao bolsonarismo naquele momento.

Desde o início do governo Tarcísio, em 2023, Derrite se licenciou do cargo de deputado e ocupou o posto de secretário da Segurança Pública de São Paulo. Durante a passagem pela pasta, ele foi alvo de críticas em razão de episódios de violência e brutalidade envolvendo a atuação policial no combate à criminalidade, com a alta da letalidade policial como consequência.

Entre os casos, estão as operações realizadas pela Polícia Militar na Baixada Santista em 2023 e 2024. Somadas, as duas ações deixaram 84 pessoas mortas na região. Depois, Derrite passou a atuar como relator do projeto de lei conhecido como PL Antifacção, aprovado pelo Congresso Nacional em fevereiro de 2026.