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São Paulo

Delegacias da Mulher em SP registram 20 boletins de ocorrência por hora

Até agosto deste ano, haviam 144 DDMs físicas em todo o estado de SP, mas somente 20 atuam 24 horas, menos de 14% do total

22/09/2026 15:07, atualizado 22/09/2026 15:24
Reprodução/ NSC Total
imagem ilustrativa violencia contra a mulher nsc total - Metrópoles

As Delegacias de Defesa da Mulher (DDMs) do estado de São Paulo registram, em média, 20 boletins de ocorrência por hora. O dado foi levantado pelo Sindicado dos Delegados de Polícia (Sindpesp) via Lei de Acesso à Informação (LAI), e se refere ao período entre janeiro do ano passado e agosto deste ano.

Foram lavrados 183.904 BOs em todo o ano de 2025, e mais 118.012 de janeiro a agosto deste ano. O total (301.916) equivale a 20,7 registros policiais a cada 60 minutos.

O sindicato apurou ainda que as delegacias especializadas instauraram 120.733 inquéritos no ano passado e outro 77.316 nos primeiros oito meses deste ano, o equivalente a 13,5 por hora.

Já o número de prisões em flagrante realizadas pelas DDMs totaliza 17.137 entre janeiro do ano passado e agosto deste ano – ou quase 1,2 por hora. As demais prisões, no mesmo período, totalizam 2.042.

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O Sindpesp também destacou o número de medidas protetivas conferidas pela Justiça após o trabalho das delegacias especializadas. Foram 95.798 no ano passado e 36.702 nos oito primeiros meses deste ano – equivalente a nove medidas protetivas concedidas por hora.

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Menos de 14% das DDMs de SP são 24h


Sindicato reivindica valorização à categoria

O sindicato afirmou que, já há algum tempo, demonstra preocupação com promessas de expansão das unidades 24h em campanhas eleitorais de candidatos de diversos espectros políticos.

“Consideramos importante medidas que venham para somar na luta contra a violência doméstica e familiar, mas não basta abrir delegacias 24h e de forma açodada”, afirmou a delegada Jacqueline Valadares, presidente do Sindpesp.

A entidade destaca que “não são apresentadas soluções para a falta de contingente e de estrutura” dos agentes, nem para a “necessária valorização salarial”. Tampouco há demonstração de preocupação com a sobrecarga de trabalho e com a saúde dos profissionais da Segurança Pública, denunciou o sindicato.

“Os números são impressionantes e provam a importância da Polícia Judiciária para a sociedade, e, em especial, às mulheres, ainda mais diante da escalada de crimes como o feminicídio. As DDMs não somente oferecem acolhimento às vítimas como garantem respostas firmes contra os criminosos”, defendeu Jacqueline.