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São Paulo

Defesa de homem sancionado pelos EUA e procurado pela PF se manifesta

Victor Shimada foi sancionado na última quarta (1º/7) pelo governo dos EUA por elo com PCC. Ele é alvo de operação da PF nesta sexta (3/7)

03/07/2026 08:07
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Divulgação/Polícia Civil
Victor Henrique de Oliveira Shimada, alvo de sanção dos EUA por suspeita de lavagem de dinheiro para o PCC

Alvo da Operação Exchange, deflagrada pela Polícia Federal na manhã desta sexta-feira (3/7), Victor Henrique de Oliveira Shimada não teve acesso à decisão judicial que fundamenta um pedido de prisão temporária. Ele, que é um dos brasileiros sancionados pelo Departamento do Tesouro dos Estados Unidos nessa quarta-feira (1º/7), é considerado foragido.

Em nota ao Metrópoles, o advogado Yuri Cruz, que defende Shimada, afirmou que “qualquer manifestação sobre os fatos ou sobre o objeto da investigação seria precipitada. Tão logo tenha acesso aos autos e às informações oficiais, a defesa realizará a análise técnica do caso e adotará as medidas jurídicas que entender cabíveis”.

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Além de Shimada, Stella Stefanie Nunes Henrique de Oliveira, é alvo da mesma operação da PF e também foi sancionada pelo governo norte-americano. Ela foi presa na manhã desta sexta-feira em São Paulo. Stella é apontada como “intermediária para a coleta de grandes quantias em dinheiro” para o Primeiro Comando da Capital (PCC). 

A Operação Exchange desta sexta busca desarticular uma organização criminosa suspeita de lavar dinheiro proveniente do tráfico internacional de drogas. Mais de 50 policiais federais cumprem 13 mandados de busca e apreensão e 11 de prisão temporária nas cidades de São Paulo, Santos, Praia Grande e Santana de Parnaíba. As ordens foram expedidas pela 7ª Vara Federal Criminal de São Paulo.

De acordo com a PF, os investigados utilizavam um sistema estruturado para movimentar recursos por meio de transferências ilícitas de criptoativos, transporte de dinheiro, inclusive em espécie, operações bancárias de alto valor e repasses entre pessoas físicas e jurídicas.

Victor Shimada é sócio de uma empresa investigada por envolvimento em escândalo no Corinthians. Ele é apontado pelo Departamento do Tesouro dos EUA como “elo fundamental” com agentes do PCC. Segundo o comunicado do órgão norte-americano, teria lavado mais de US$ 30 milhões em diversas cidades dos Estados Unidos.

As sanções aplicadas na quarta-feira pelo Departamento do Tesouro dos Estados Unidos incluem também três empresas brasileiras e uma empresa portuguesa supostamente ligadas ao PCC: Victory Trading Intermediação de Negócios Cobranças e Tecnologia Ltda, Pixwave Soluções de Pagamentos Ltda e Wave Construções Inteligentes Ltda. e Avenidas Flutuantes Unipessoal Ltda (Portugal).

Com a decisão, todos os bens e ativos pertencentes aos alvos no país ficam bloqueados, e cidadãos e empresas norte-americanas ficam proibidos de fazer negócios com eles. Caso instituições financeiras estrangeiras continuem a realizar transações com os alvos, ficam sujeitas a sanções secundárias.