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São Paulo

Dark Horse: alvo da PF, Karina Gama é investigada por contrato de Wi-Fi

Produtora de filme sobre Jair Bolsonaro foi alvo de operação nesta 5ª (10/9). Em SP, ela é suspeita de envolvimento em fraude em licitação

10/09/2026 10:34
Reprodução
Imagem colorida mostra Dark Horse e produtora Karina Gama. Metrópoles

Alvo de uma operação da Polícia Federal (PF) nesta quinta-feira (10/9) contra desvio de recursos públicos provenientes de emendas parlamentares, Karina Gama, responsável pela produção do filme Dark Horse, sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), também é investigada por uma suspeita de fraude em licitação na Prefeitura de São Paulo.

A PF cumpriu 49 mandados de busca e apreensão, expedidos pelo STF. Entre os endereços buscados, estão a sede de empresas ligadas a Karina, como o Instituto Conhecer Brasil (IBC) e a Academia Nacional de Cultura (ANC), em São Paulo e outros locais no Rio de Janeiro, Ceará e Distrito Federal. Segundo a investigação, há indícios de uma organização criminosa formada por agentes públicos e privados que teria direcionado parte dos recursos recebidos para empresas subcontratadas irregularmente, sem comprovação da efetiva prestação dos serviços. O deputado federal e candidato à reeleição Mário Frias (PL-SP) também é alvo.

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Outra operação envolvendo Karina

Em junho deste ano, a dona da produtora GoUp Entertainment, responsável pelo Dark Horse, foi alvo da operação Operação Wi-Fi Livre por suspeitas de que parte da produção cinematográfica tenha sido financiada por contrato público firmado entre a ONG e a Prefeitura da capital.

As autoridades apuram possíveis irregularidades no termo de colaboração firmado entre a Secretaria Municipal de Inovação e Tecnologia (SMIT) e o ICB para a contratação e instalação de Wi-Fi em comunidades periféricas da cidade. As investigações apontaram uma série de falhas consideradas graves e indícios de conduta ilegal desde a origem da contratação.

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Entenda as suspeitas em SP

  • Falta de capacidade técnica: a polícia apontou que o chamamento público para fornecimento de Wi-Fi teve a participação exclusiva do ICB, entidade considerada sem experiência no setor de telecomunicações, com atuações somente em feiras de livros e eventos religiosos.
  • Superfaturamento: enquanto a empresa pública Prodam cobrava R$ 306 pela manutenção mensal por ponto, o acordo com o ICB estipulou o pagamento de R$ 1.800 fixos por ponto, um valor injustificadamente superior aos parâmetros de mercado.
  • Descumprimento de metas e fraude em aditivos: a entidade instalou apenas 3.200 dos 5.000 pontos previstos. Para ocultar a demora, foram celebrados três termos aditivos em intervalos de poucos dias.
  • Pagamentos indevidos e antecipados: a administração municipal teria realizado a antecipação de R$ 26 milhões sem a devida contraprestação. Foram identificados repasses relativos a 3.200 pontos, quando, na realidade, apenas seis funcionavam no período.

Conforme publicado pelo Metrópoles, a gestão Ricardo Nunes (MDB) informou ter pago R$ 114 milhões para a instalação e manutenção de pontos de Wi-Fi em um contrato com o ICB.

De acordo com os dados enviados pela prefeitura, os valores foram divididos entre R$ 68 milhões a título de instalação e manutenção de pontos entre julho de 2024 e junho de 2025. Depois, foram mais R$ 45 milhões para manutenção entre julho do ano passado e maio de 2026.

Metrópoles procurou a defesa de Karina Gama e de Mario Frias e aguarda retorno.