"Criminosos respeitam", diz Nunes sobre mudar GCM para Polícia Municipal
PL que estabelece a mudança foi protocolado por vereadores da base de Ricardo Nunes (MDB) na Câmara Municipal nessa quinta-feira (5/11)

São Paulo — O prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes (MDB), afirmou nesta sexta-feira (6/11) que a mudança do nome da Guarda Civil Metropolitana (GCM) para Polícia Municipal, após a aprovação da PEC da Segurança Pública, deve garantir maior respeito à força de segurança municipal.
“A nossa Guarda Civil Metropolitana já era uma Polícia Municipal, ela só não tinha autorização para utilizar essa denominação”, afirmou Nunes durante agenda na zona sul da cidade. “A nossa Polícia Municipal é maior do que a Polícia Militar de 10 estados brasileiros. É um efetivo muito grande. (…) Quando você coloca o nome de Polícia Municipal, os criminosos têm mais respeito, a população tem mais respeito, a própria equipe da nossa Polícia passa a ter, inclusive, o seu sentimento de ser chamado de Polícia, porque ela já exercia esse papel.”
A mudança, na avaliação de Nunes, é institucional, já que a GCM já tinha a atuação mais ostensiva na capital paulista. Atualmente, a GCM conta com 7.500 agentes, com orçamento de R$ 2 bilhões para a Secretaria Municipal de Segurança Urbana.
O prefeito destacou ainda que, com a mudança de nome, a identificação visual das viaturas também será alterada, mas sem gerar custos adicionais aos cofres da prefeitura.

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A Câmara Municipal de São Paulo protocolou nessa quinta-feira (5/11) um projeto de emenda à Lei Orgânica (PLO) que renomeia a Guarda Civil Metropolitana (GCM) para Polícia Municipal. Nunes já havia adiantado que a mudança seria votada pelo Legislativo nas próximas semanas, após a aprovação da PEC da Segurança, que viabiliza a criação da força municipal na estrutura dos órgãos de segurança pública previstos na Constituição Federal.
Entre no canal de WhatsApp do Metrópoles SPO texto, assinado por parlamentares da base aliada de Nunes, entre eles, o presidente da Câmara, vereador Ricardo Teixeira (União), diz que a troca da nomenclatura representa um “importante reconhecimento institucional das competências e atribuições das forças municipais de segurança, que, há muitos anos, desempenham atividades de natureza policial, especialmente no policiamento preventivo, ostensivo e comunitário, na proteção da população e na preservação da ordem pública”.
Os vereadores também sustentam que uma Polícia Municipal preparada e dotada de atribuições policiais legalmente definidas é capaz de constituir um “instrumento de fortalecimento da ordem democrática, da proteção dos direitos fundamentais e da segurança da população”.
A proposta retoma uma iniciativa que já tinha sido colocada em prática em 2025. Na ocasião, a prefeitura chegou a adesivar veículos da GCM com o nome de Polícia Municipal e promoveu campanhas nas redes sociais para divulgar a mudança.
Em abril deste ano, no entanto, o Supremo Tribunal Federal (STF) havia decidido, durante o julgamento de uma ação sobre a mudança do nome em São Paulo, que nenhum município brasileiro pode mudar a denominação de guardas municipais para Polícia Municipal ou nomes semelhantes.
