
Com recusa de Gakiya, Caiado diz buscar "mesmo perfil" para Segurança
Candidato à presidência pelo PSD, Caiado disse que, num eventual governo, vai buscar um nome com experiência para combater crime organizado

Candidato à presidência da República, o ex-governador de Goiás Ronaldo Caiado (PSD) afirmou, nesta quarta-feira (12/8), que vai procurar alguém com o “mesmo perfil” do promotor Lincoln Gakiya, do Ministério Público de São Paulo (MPSP), para ser ministro da Segurança Pública em um eventual mandato. Convidado por Caiado, Gakiya alegou que o cargo seria incompatível com sua atual posição e recusou.
“Ele [Gakiya] me disse: ‘Eu, na função de promotor, é impossível que possa assumir este cargo'”, afirmou Caiado. “Mas buscarei um perfil que tenha essas características, de experiência, de capacidade e de inteligência para combater o crime organizado no Brasil”, disse o ex-governador durante agenda em São Paulo.
Gakiya é conhecido por atuar há duas décadas contra o Primeiro Comando da Capital (PCC) — sendo, inclusive, jurado de morte pela facção. Apesar do convite, o promotor já divergiu publicamente da posição de Caiado a respeito do enquadramento do PCC como organização terrorista.

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Ver todas“O terrorismo doméstico é tudo aquilo que coloca em risco o Estado Democrático de Direito, o ir e vir das pessoas, a contaminação da economia formal do Brasil. A necessidade que temos é ampliar as forças e a inteligência e a parceria com os países limítrofes, na criação também da força chamada SUPOL, que é uma força policial sul-americana”, afirmou Caiado.
Entre no canal de WhatsApp do Metrópoles SPDelegado executado
Caiado também mencionou o caso do ex-delegado-geral Ruy Ferraz Fontes, executado no litoral paulista em setembro do ano passado. “Vocês mesmos tiveram um exemplo aqui em São Paulo de um delegado que era eficientíssimo na área de combate às facções criminosas, o delegado Ruy, que foi delegado-geral e que foi chacinado barbaramente no meio da rua”, disse. “Isso mostra o poder de intimidação das facções hoje.” Para Caiado, isso faz com que “as autoridades se ajoelhem para o crime, se omitam de enfrentá-lo”.











