Carbono Oculto: MPSP denuncia Beto Louco e mais 15 por desvio de metanol
Segundo o MPSP, os denunciados eram de um esquema de desvio de metanol e lavagem de dinheiro. Denúncia acontece no âmbito da Carbono Oculto

O Ministério Público de São Paulo (MPSP) denunciou 16 homens suspeitos de envolvimento em um esquema de desvio de metanol para adulteração de combustíveis, falsidades documentais, fraudes contra o consumo, crimes fiscais e conexão com outras organizações independentes. A denúncia foi feita no âmbito da Operação Carbono Oculto.
Segundo o MPSP, o empresário Roberto Augusto Leme da Silva, conhecido como “Beto Louco” está entre os denunciados. De acordo com a Promotoria, os denunciados integraram, promoveram e financiaram, “pessoalmente”, organização criminosa para desviar metanol, adulterar combustível e praticar lavagem de dinheiro.

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A denúncia acontece no âmbito do Carbono Oculto, realizada em agosto de 2025, por uma força-tarefa composta por cerca de 1.400 agentes do MPSP, Ministério Público Federal (MPF), Polícia Federal, Polícia Civil, Polícia Militar, Receita Federal, Agência Nacional de Petróleo (ANP), Procuradoria-Geral do Estado, Secretaria de Estado da Fazenda, com apoio de diversas unidades do Gaeco.
A ação cumpriu mandados de busca e apreensão e prisão nos estados de São Paulo, Espírito Santo, Goiás, Mato Grosso do Sul, Mato Grosso, Paraná, Rio de Janeiro e Santa Catarina.
Entre no canal de WhatsApp do Metrópoles SPO objetivo foi desarticular um esquema fraudulento no setor de combustíveis, com infiltração do Primeiro Comando da Capital (PCC). A prática criminosa ia da ponta de entrada de metanol no país, até postos de combustíveis pertencentes a pessoas ligadas à facção criminosa.
Ao todo, são mais de 350 alvos na operação, suspeitos de crimes contra a ordem econômica, adulteração de combustíveis, crimes ambientais, lavagem de dinheiro, fraude fiscal e estelionato.
O grupo criminoso fazia transações financeiras por fintechs, localizadas na Faria Lima — avenida em São Paulo conhecida como centro financeiro do país.
De acordo com os responsáveis pela investigação, a escolha por uma instituição de pagamento – em vez de bancos tradicionais – visava a dificultar o rastreamento dos recursos. As fintechs operavam com contabilidade paralela, permitindo transferências entre empresas e pessoas físicas sem que os beneficiários finais fossem identificados.
Em nota enviada ao Metrópoles, a defesa de Roberto Augusto Leme da Silva afirma que não teve acesso aos autos até o momento. “Contudo, diante do que foi informado pela mídia, os fatos tratados na denúncia não têm nenhum relacionamento com Roberto. Sua inclusão no processo parece uma infeliz tentativa de gerar repercussão midiática, como já ocorreu anteriormente.”



