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São Paulo

Candidato à Alesp pelo PL, Danilo Morgado é preso, suspeito de elo com PCC

No início do mês, a esposa Morgado, foi alvo de ordem judicial de busca e apreensão em esquema de R$ 1 bilhão do PCC

17/09/2026 07:29, atualizado 17/09/2026 09:02
Redes sociais/Divulgação.
Candidato à Alesp pelo PL, Danilo Morgado é preso, suspeito de elo com PCC

O candidato a deputado estadual Danilo Morgado (PL) foi preso nesta quinta-feira (17/9) durante a Operação Vectura Corrupta, deflagrada pela Polícia Civil e o Ministério Público de São Paulo (MPSP). As investigações apontam ligação do candidato com o núcleo político do Primeiro Comando da Capital (PCC).

A Justiça decretou a prisão de Morgado e outros 15 alvos, entre eles o ex-vereador e presidente do União Brasil em São Paulo, Milton Leite, e o ex-presidente da Secretaria Municipal de Transporte e Mobilidade Urbana (SPTrans), Levi de Oliveira.

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Presidente da Câmara de São Paulo, Milton Leite (União Brasil)
O prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes (MDB), e o vereador Milton Leite (União Brasil)
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Danilo Morgado, Levi Oliveira e Milton Leite
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Danilo Morgado, Levi Oliveira e Milton Leite

Reprodução/ Redes Sociais
Presidente da Câmara de São Paulo, Milton Leite (União Brasil)
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Presidente da Câmara de São Paulo, Milton Leite (União Brasil)

Richard Lourenço/Rede Câmara
O prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes (MDB), e o vereador Milton Leite (União Brasil)
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O prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes (MDB), e o vereador Milton Leite (União Brasil)

André Bueno/Rede Câmara
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Redes sociais/Divulgação.

Morgado é investigado por envolvimento com o núcleo político do PCC. Segundo a polícia, a campanha dele ao pleito municipal, em 2024, foi financiada pela facção criminosa.

A investigação que culminou nos mandados de prisão desta quinta-feira é desdobramento da Operação Decúrio, deflagrada em agosto de 2024, que identificou uma rede completa do PCC com uma fintech e políticos da Grande São Paulo e litoral sul paulista.

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A polícia também identificou envolvimento da facção criminosa com o transporte coletivo de passageiros na capital e no interior de São Paulo e o financiamento direto do PCC em campanhas políticas para prefeitos e vereadores em 2024.

As buscas desta quinta ocorrem em São Paulo, na capital, Santana de Parnaíba, São Bernardo do Campo, Diadema, Santos, Praia Grande e Cubatão.

Ao Metrópoles, Milton Leite negou envolvimento no esquema e afirmou que se apresentará às autoridades dentro de 24 horas. A reportagem tenta contato com os outros alvos.

A reportagem tenta contato com os outros citados como envolvidos no esquema. O espaço está aberto para atualizações.

O que diz a Prefeitura de SP

Em nota, a Prefeitura de São Paulo afirma que a intervenção determinada na empresa Transwolff, em abril de 2024, foi uma medida para proteger o sistema municipal de transporte. Na mesma ocasião, a administração municipal também determinou a intervenção na UPBus, “mesmo sem qualquer solicitação da Justiça”. A administração municipal diz que sempre agiu com rigor, inclusive encerrando contrato a fim de preservar o interesse público e garantir que a população não fosse prejudicada.

A prefeitura informa ainda que abriu processo pela Controladoria Geral do Município contra a Transwolff e a UPBus e, desde então, atua em conjunto com o Ministério Público e a Polícia Civil no processo investigatório.

A operação realizada nesta quinta-feira (17) reforça a gravidade dos fatos que motivaram as providências adotadas pela Prefeitura. A administração colabora integralmente com o Ministério Público, fornecendo todos os documentos e esclarecimentos necessários.

1 bilhão do PCC

No início deste mês, a esposa de Danilo Morgado, Luciene Athaydes Morgado, foi alvo de ordem judicial de busca e apreensão no âmbito da Operação Helmintos. O grupo do qual Luciene faria parte é suspeito de movimentar quase R$ 1 bilhão na Baixada Santista, entre aquisição de imóveis de luxo e o monopólio de quiosques na orla de Praia Grande, litoral sul paulista.

A polícia descobriu que ela foi casada com um ex-integrante do PCC e, apesar do rompimento, ainda mantinha estreita ligação com ele. Relatórios aos quais o Metrópoles teve acesso apontam que a mulher participava do esquema de lavagem de dinheiro e era responsável por operações financeiras e imobiliárias em favor do grupo.