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São Paulo

Bombril retoma atividades em fábrica onde 3 funcionários foram mortos

Operação estava paralisada desde sábado (1°/8), quando um homem levou canivetes para o trabalho e esfaqueou três colegas

03/08/2026 15:51
Imagem cedida ao Metrópoles pela TV São Bernardo
Fábrica da Bombril em São Bernardo do Campo - Metrópoles

Nesta segunda-feira (3/8), a Bombril retomou as atividades na fábrica onde três funcionários foram assassinados por um colega de trabalho no sábado (1°/8), em São Bernardo do Campo, na Grande São Paulo.

A operação estava paralisada desde quando Claudio Henrique da Silva, de 33 anos, levou dois canivetes para o trabalho e esfaqueou três colegas. Todos os envolvidos eram funcionários da TPC, empresa terceirizada contratada pela Bombril.

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Edvaldo tentou impedir violência e acabou também morto
Claudio Henrique da Silva matou colegas e depois se suicidou em delegacia
Douglas era casado e deixa filho e enteado
José Guilherme foi morto a facadas por colega no ABC
Trio morto a facadas trabalhava com autor do crime
Douglas era torcedor fanático do São Paulo
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Douglas era torcedor fanático do São Paulo

Arquivo Pessoal
Edvaldo tentou impedir violência e acabou também morto
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Edvaldo tentou impedir violência e acabou também morto

Reprodução/Redes Sociais
Claudio Henrique da Silva matou colegas e depois se suicidou em delegacia
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Claudio Henrique da Silva matou colegas e depois se suicidou em delegacia

Reprodução/Arquivo Pessoal
Douglas era casado e deixa filho e enteado
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Douglas era casado e deixa filho e enteado

Reprodução
José Guilherme foi morto a facadas por colega no ABC
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José Guilherme foi morto a facadas por colega no ABC

Reprodução/Redes Sociais
Trio morto a facadas trabalhava com autor do crime
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Trio morto a facadas trabalhava com autor do crime

Arte/Metrópoles
Viaturas policiais em frente ao 2º DP de São Bernardo, em Rudge Ramos
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Viaturas policiais em frente ao 2º DP de São Bernardo, em Rudge Ramos

Enzo Marcus/Metrópoles
Fábrica da Bombril em São Bernardo do Campo
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Fábrica da Bombril em São Bernardo do Campo

Imagem cedida ao Metrópoles/TV São Bernardo
Fábrica da Bombril em São Bernardo do Campo
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Fábrica da Bombril em São Bernardo do Campo

Imagem cedida ao Metrópoles pela TV São Bernardo
Unidade da Bombril na Via Anchieta, em São Bernardo do Campo
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Unidade da Bombril na Via Anchieta, em São Bernardo do Campo

Reprodução/Google Street View
Bombril retoma atividades em fábrica onde 3 funcionários foram mortos - imagem 11
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Reprodução/Redes Sociais

Segundo a Bombril, a retomada nesta segunda conta com 18 psicólogos e assistentes sociais para acolher os empregados. Os profissionais vão se dividir entre os três turnos de operação durante o dia.

Em nota, a empresa reforçou que mantém ativo um canal de ética, por meio do qual todos os funcionários (próprios ou terceirizados) podem denunciar casos de bullying, assédio e “outras discordantes das boas práticas preconizadas pela companhia”. No canal, não havia denúncia contra nenhum dos envolvidos no episódio de sábado.

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Perseguição pelas escadas

O ataque ocorreu pouco antes das 6h, quando funcionários aguardavam o início do turno. Uma testemunha viu Claudio se aproximar de Douglas de Souza Vieira e, inicialmente, pensou que os dois trocavam socos.

Ao perceber que Claudio carregava faca e que ele começou a sangrar, Douglas tentou escapar. Ele desceu correndo uma escada, mas caiu antes de alcançar um local seguro, Claudio o alcançou e continuou golpeando-o “por um bom tempo”, conforme um dos relatos.

Outro funcionário afirmou ter visto Douglas no momento em que foi golpeado pelas costas. Mesmo depois da queda da vítima, o agressor prosseguiu com os golpes e ainda chutou a cabeça do colega.

O supervisor Edvaldo Santos da Silva, de 44 anos, tentou interromper a violência. Ele jogou uma cadeira contra Claudio e ordenou que o agressor parasse, mas acabou atingido no lado esquerdo do peito.

O conferente José Guilherme Victoriano de Moura , de 54 anos, também foi morto. Policiais militares encontraram o corpo dele próximo a um banheiro, a 10 metros de Edvaldo.

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Após os assassinatos, Claudio permaneceu sentado, ainda segurando uma faca. Ele se recusou a entregar a arma aos funcionários e afirmou que só faria isso à polícia. Quando os agentes chegaram, ele jogou a arma no chão e se rendeu.

Após ser levado ao 2º Distrito Policial de São Bernardo do Campo, Claudio se matou na carceragem.

Procurada pelo Metrópoles, a TPC assumiu toda a responsabilidade pelo ocorrido e prestou solidariedade aos familiares das vítimas. A empresa afirmou que iniciou a apuração das circunstâncias do ocorrido e está colaborando com as autoridades competentes para o esclarecimento dos fatos.