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São Paulo

Bombeiro que matou estudante em Taubaté tem prisão preventiva decretada

O bombeiro Marcos Paulo Fujarra de Oliveira é acusado de matar Bruno Hashimura San Juliano durante briga de trânsito no interior de SP

03/10/2026 13:16
Reprodução
O bombeiro Marcos Paulo Fujarra de Oliveira é acusado de matar Bruno Hashimura San Juliano durante briga de trânsito no interior de SP - Metrópoles

Após o Ministério Público de São Paulo (MPSP) ter recorrido da decisão que soltou o bombeiro militar Marcos Paulo Fujarra de Oliveira, de 28 anos, acusado de matar a tiros o estudante de medicina Bruno Hashimura San Juliano, de 23, durante uma briga de trânsito em Taubaté, interior de São Paulo, a Justiça decretou a prisão preventiva do autor.

Na decisão, decretada nessa sexta-feira (2/10) pela da 15ª Câmara de Direito Criminal do Tribunal de Justiça de São Paulo (TJSP), a relatora, desembargadora Gilda Alves Barbosa Diodatti, concedeu uma liminar ao recurso apresentado pelo MP e determinou a expedição do mandado de prisão contra o bombeiro.

A decisão determina a expedição do mandado de prisão, mas ressalva que o cumprimento deve respeitar o artigo 236 do Código Eleitoral, que impede a prisão de eleitores desde cinco dias antes da eleição até 48 horas após o fim da votação, salvo exceções previstas em lei. Portanto, Marcos Paulo só poderá ser preso a partir da terça-feira (6/10).

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Anteriormente, a Justiça havia concedido liberdade provisória a Oliveira durante a audiência de custódia. O entendimento, à época, era de que não existiam elementos que justificassem a prisão preventiva. O bombeiro deverá responder por homicídio doloso.

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Câmera flagrou estudante de medicina correndo após ser baleado por bombeiro

Imagens de uma câmera de segurança flagraram o estudante de medicina Bruno Hashimura San Juliano correndo em uma calçada, com a mão no peito, após ser baleado pelo bombeiro militar Marcos Paulo Fujarra de Oliveira, de 28, na quarta-feira (30/9). Ele não resistiu aos ferimentos e morreu.

Veja o vídeo abaixo:

Polícia afastou tese da legítima defesa

A Polícia Civil afastou a tese da legítima defesa apresentada pela defesa de Marcos Paulo Fujarra de Oliveira. De acordo com o boletim de ocorrência, não foram identificados elementos objetivos que demonstrassem que Bruno Hashimura San Juliano teria anunciado um assalto ou exibido arma de fogo. Também não foi localizada arma de fogo em poder do estudante de medicina ou no interior de seu veículo, diz o documento.

“Não consta, por ora, que a vítima tenha saído de seu veículo para intimidar ou perseguir o investigado. Ao contrário, os elementos disponíveis indicam que foi o investigado quem desembarcou de seu automóvel e se dirigiu até o veículo da vítima, aproximando-se de sua lateral antes da realização dos disparos”, afirmou a polícia.

Também deverá ser objeto de análise a quantidade de disparos efetuados, apontada inicialmente como cinco.