
"Banco Master criou raízes no governo do Bolsonaro", diz Tebet em sabatina
Candidata ao Senado por São Paulo, Simone Tebet comparou esquemas de corrupção que emergiram em mandatos de Bolsonaro e Lula

A candidata ao Senado por São Paulo Simone Tebet (PSB) afirmou, nesta quinta-feira (27/8), que o esquema bilionário de corrupção do Banco Master cresceu durante o governo do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).
“O Banco Master, que é o maior esquema de corrupção do sistema financeiro da história do Brasil, criou raízes e se fortaleceu no governo do Bolsonaro”, disse a ex-ministra do governo Lula (PT), durante sabatina realizada pela Jovem Pan.
Apesar do recente alinhamento com o petista, Tebet afirmou que tratou Lula e Bolsonaro “da mesma forma” e que denunciou esquemas de corrupção que emergiram nos mandatos de cada um deles, mencionando também o Petrolão e o Mensalão.
“Não mudo uma linha do que disse. Uma coisa é responsabilidade política, outra é responsabilidade civil e criminal. Disse que, até então, o Petrolão tinha sido o maior esquema de corrupção da história do Brasil. Envolvia todos os partidos, inclusive o que eu pertencia, e eu denunciei. Os grandes partidos beneficiados foram MDB e PP lá atrás. E no Mensalão, foi o PL, do atual candidato [à Presidência] Flávio Bolsonaro”, disse Tebet.

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Ver todasAinda sobre o caso Master, a ex-ministra relembrou a Operação Compliance Zero, da Polícia Federal (PF), que apontou que Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, disponibilizava um cartão de crédito para pagamento de despesas pessoais do senador Ciro Nogueira (PP), ex-ministro-chefe da Casa Civil de Bolsonaro.
Entre no canal de WhatsApp do Metrópoles SP“E os outros 400 cartões que dizem que Vorcaro distribuiu para lideranças de qualquer partido? Não me interessa se é MDB, se é o PSB, se é PT, se é PL. Até o momento, é do lado de lá. Mas nós temos que investigar.”
Taxa das blusinhas
Quanto às contas públicas, Tebet afirmou que o país não sofre de falta de recursos, mas da má distribuição deles.
“O problema começa pelo pacto federativo, tem uma concentração de recursos na mão de alguns. O grande problema são o desperdício, privilégios e corrupção. Isso significa um orçamento menor para atender as demandas do Brasil. Um problema de arrecadação menor e distribuição errada. Em relação ao Judiciário, penduricalhos e supersalários. Quando falo do legislativo, as emendas parlamentares. Precisamos ir atrás também das renúncias fiscais. Temos problema sério de sonegação, de quase R$ 500 bilhões por ano”, disse.
A ex-ministra incluiu a “taxa das blusinhas” como parte das renúncias fiscais necessárias para o governo federal.



