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São Paulo

Aposentada acusada de matar a filha envenenada vai a júri popular

Justiça decidiu levar ao Tribunal do Júri a aposentada Elizabete Arrabaça, de 68 anos. Ela é acusada de matar a filha e a nora envenenadas

29/09/2026 21:14
Redes Sociais/Reprodução
Imagem colorida de Elizabete Eugenio Arrabaça, aposentada acusada da morte da nora, da filha e de uma amiga

O Tribunal de Justiça de São Paulo (TJSP) decidiu levar a júri popular a aposentada Elizabete Arrabaça, de 68 anos, por homicídio qualificado e fraude processual pela morte da filha Nathália Garnica, de 42, por envenenamento. Procurada pelo Metrópoles, a defesa de Elizabete ainda não se manifestou.

De acordo com a acusação, Nathália foi morta com o veneno carbofurano, popularmente conhecido como “chumbinho”, em fevereiro do ano passado, no município de Pontal, interior de São Paulo. A aposentada está presa na Penitenciária de Tremembé desde agosto do mesmo ano.

Além da morte da filha, ela também é acusada do assassinato da nora, a professora de pilates Larissa Rodrigues, de 37 anos, também por envenenamento. Larissa foi encontrada sem vida cerca de um mês depois de Nathália, no apartamento que morava com o marido, o médico Luiz Antônio Garnica, de 38 anos, em Ribeirão Preto.

Foi justamente após a morte da professora de pilates que a Polícia Civil também passou a investigar a morte de Nathália Garcia, inicialmente apontada como por causas naturais.

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Um laudo do Instituto Médico Legal (IML) apontou a presença de chumbinho no corpo dela, o mesmo veneno identificado no exame necroscópico da outra vítima. Elizabete havia sido a última pessoa a estar com a dupla antes das mortes.

Uma vez que as mortes ocorreram em cidades diferentes, um em Pontal e o outro em Ribeirão Preto, os dois processos correm separadamente. Ainda não há data para o julgamento.

Aposentada é ré por outros crimes

Com a morte da nora, Elizabete Arrabaça e o filho, Luiz Antônio Garnica, se tornaram réus por feminicídio com três qualificadoras: motivo torpe, uso de recurso que dificultou a defesa da vítima e insidioso ou cruel por envenenamento.

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Luiz Antonio Garnica e Larissa Rodrigues
A professora Larissa Rodrigues
O médico Luiz Antônio Garnica e a mãe dele, Elizabete Arrabaça
Luiz Antonio Garnica
A professora Larissa Rodrigues
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A professora Larissa Rodrigues

Reprodução/Redes sociais
Luiz Antonio Garnica e Larissa Rodrigues
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O médico Luiz Antônio Garnica e a mãe dele, Elizabete Arrabaça
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O médico Luiz Antônio Garnica e a mãe dele, Elizabete Arrabaça

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Luiz Antonio Garnica
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Luiz Antonio Garnica

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A professora Larissa Rodrigues
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Médico Luiz Antonio Garnica foi preso
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Médico Luiz Antonio Garnica foi preso

Divulgação/Polícia Civil
Médico Luiz Antonio Garnica foi preso
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Médico Luiz Antonio Garnica foi preso

Divulgação/Polícia Civil

Além dos homicídios da nora e da filha, em abril, a Justiça recebeu uma terceira denúncia contra a aposentada. Desta vez, pela tentativa de homicídio qualificado de Neuza Ghiotti, uma amiga dela, com as qualificadoras de motivo torpe, emprego de veneno, meio insidioso e cruel e mediante dissimulação e recurso que dificultou a defesa da vítima, bem como com a agravante de ter cometido o crime contra maior de 60 anos.

Neusa foi envenenada em maio de 2017 também na cidade de Pontal, mas sobreviveu.

No início do mês, o Ministério Público de São Paulo (MPSP) protocolou uma petição pelo arquivamento de uma outra denúncia contra Elizabete, suspeita de participação na morte de uma quarta vítima, Élede Guidi, de 80 anos. Élede morreu em 22 de dezembro de 2016 e o óbito foi registrado, à época, como decorrente de causas naturais. A hipótese era de que a idosa também pudesse ter sido vítima de envenenamento por chumbinho.

A Promotoria afirmou que, apesar de a ocorrência da morte ser incontroversa, não é possível demonstrar natureza criminosa, isto é, que tenha sido causada pela administração de substância tóxica ou por qualquer outra ação humana dolosa. O documento tomou como base laudo da perícia, que concluiu que sem exame toxicológico realizado à época da morte não seria possível confirmar ou excluir eventual intoxicação.