Após protesto de pesquisadores, Tarcísio nega cortes na Fapesp
Durante agenda em Amparo (SP), Tarcísio, candidato à reeleição ao governo de São Paulo, negou que bolsas da Fapesp serão afetadas

O governador de São Paulo e candidato à reeleição, Tarcísio de Freitas (Republicanos), negou, nesta sexta-feira (28/8), mudanças nas bolsas de estágio em pesquisa no exterior anunciadas pelo próprio governo paulista dois dias antes. A declaração foi feita durante evento em Amparo, no interior de São Paulo.
“Primeiro, não vai haver corte nenhum de bolsa da Fapesp. A gente vai garantir, como a gente tem garantido, os repasses financeiros. A gente tem um valor vinculado, atrelado à nossa receita, e isso vai ser mantido. E isso vai garantir também a imunidade da bolsa. Não há risco de corte de bolsa, a gente garante que elas vão ser mantidas na sua integralidade.”
Horas depois, no lançamento da candidatura a deputado estadual de Marcello Barbosa (Republicanos) em Itaquaquecetuba, na Grande São Paulo, Tarcísio falou novamente sobre o tema e disse que a decisão de mudar as bolsas da Fapesp tinha sido tomada pela própria fundação.
“Quem tomou essa decisão de mexer nas bolsas de iniciação científica, nas bolsas de mestrado, foi a própria FAPESP, não fomos nós. A gente não tem gerência sobre isso. O que a gente fez quando ficou sabendo? Entramos em contato com a FAPESP […] e ela [a fundação] vai rever”, disse Tarcísio.
Entre no canal de WhatsApp do Metrópoles SPSegundo o governador, a fundação tem caixa para manter as bolsas e “não fazia sentido” cortar o incentivo aos pesquisadores.

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A nova regra divulgada nesta semana prevê que, a partir de 1º de setembro, as Bolsas Estágio Pesquisa no Exterior (Bepe) serão destinadas somente aos alunos do doutorado direto, doutorado e pós-doutorado, retirando dessa lista os estudantes de iniciação científica e mestrado no exterior. Além disso, foi reduzido de um ano para seis meses o período de doutorado internacional.
Após a polêmica, estudantes e pesquisadores de diversas instituições como a Universidade de São Paulo (USP), Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) e Universidade Estadual Paulista (Unesp) se posicionaram contra a medida, vista como “grave retrocesso para a formação científica paulista”.
A Associação de Docentes da Unesp (Adunesp) também divulgou um abaixo-assinado, que já conta com mais de 15 mil assinaturas, para pressionar a Fapesp a reverter os cortes anunciados antes do início das novas regras em setembro.



