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São Paulo

Após PM matar 2° homem com dezenas de tiros, secretário se reúne com MPSP

Secretário da Segurança, Osvaldo Nico, se reuniu com procurador-geral do estado, Paulo Sérgio, para discutir casos de homens mortos pela PM

13/10/2026 10:00
Reprodução
Imagem colorida de montagem com vítimas da PM mortas por dezenas de tiros. Metrópoles

São Paulo – O secretário da Segurança Pública de São Paulo, Osvaldo Nico Gonçalves, se reuniu com o procurador-geral do estado, Paulo Sérgio de Oliveira e Costa, para conversar sobre os dois casos em que homens foram mortos após serem baleados dezenas de vezes por policiais militares em abordagens distintas, na capital paulista.

Gustavo Munis de Santana, de 20 anos, foi morto por 27 tiros da PM no dia 10 de outubro, enquanto Antonio Nunes Batista, de 40 anos, foi morto com 24 tiros disparados por agentes, no último dia 3.

Ao Metrópoles, Nico afirmou que o procurador vai designar um promotor para acompanhar as investigações dos dois casos e disse que a ajuda é “super bem-vinda”.

Morto em possível surto

Antônio Nunes Batista foi morto estava em um suposto estado de surto quando foi morto no último dia 3 de outubro na Vila Dionísia, na zona norte de São Paulo.

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Os policiais teriam abordado o rapaz enquanto faziam patrulhamento pela região. A abordagem começou com disparos de arma de eletrochoque, mas segundo o relato da polícia, o recurso não teria sido o suficiente para conter o homem.

Na sequência, segundo o registro da ocorrência, três policiais efetuaram disparos com armas de fogo. Imagens feitas por testemunhas revelam que diversos tiros são disparados. A vítima chegou a ser socorrida e encaminhada à UPA Peri 3, mas posteriormente morreu.

Assista:

O Grupo Especial de Atendimento a Local de Crime (Geacrim) foi até o local apurar os fatos e coletou 24 munições de calibre .40 e um fragmento de projétil, além de três cartuchos de arma de eletrochoque, um garfo danificado e uma faca.

As armas dos policiais também foram recolhidas. Todos os elementos serão submetidos a exames periciais pertinentes e confrontados com os demais dados colhidos durante a investigação.

Morte na zona sul

O caso na zona norte se assemelha à morte do jovem Gustavo Munis de Santana, de 20 anos, em Moema, na zona sul, na madrugada de sábado (10/10). Ele foi morto por 27 tiros da Polícia Militar (PM), que teria ido ao local atender uma ocorrência de tentativa de suicídio.

A denúncia era de que o jovem estava transtornado e ameaçava atirar contra si mesmo, embora não haja registro de que ele estivesse armado.
Os policiais encontraram Gustavo sobre uma passarela na Avenida Moreira Guimarães, onde, conforme o relato dos agentes, ele colocava a mão na cintura, em “postura ameaçadora”.

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O jovem teria corrido pela passarela e seguido até a Alameda dos Guaramomis, onde se abrigou ao lado de um imóvel. Outras três viaturas foram enviadas ao endereço. Oito policiais participaram da abordagem.

Os agentes afirmaram que Santana saiu da área escura onde estava e estendeu os braços na direção deles, segurando um objeto escuro. Era um celular. Os policiais abriram fogo.

Ao todo, quatro PMs efetuaram 45 disparos. Gustavo foi atingido por 27 tiros na cabeça, tórax, pernas e braços.