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Eleições 2026São Paulo

Alesp tem crescimento de 50% de parlamentares LGBT+ eleitos em 2026

Assembleia Legislativa contará com nove mandatos LGBT+ entre candidaturas individuais e coletivas, três a mais que os eleitos em 2022

05/10/2026 21:44, atualizado 05/10/2026 22:14
Divulgação/ALESP
Alesp tem crescimento de 50% de parlamentares LGBT+ eleitos em 2026

A Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp) terá um aumento de 50% na quantidade de mandatos LGBTQIA+ a partir de 2027. O número passou de seis, nas eleições de 2022, para nove, considerando candidaturas individuais e mandatos coletivos que têm integrantes da comunidade.

Ao todo, sete dos mandatos foram conquistados por candidatos que se identificam individualmente como LGBTQIA+, e outros dois são candidaturas coletivas, nas quais uma mesma cadeira é ocupada por um grupo de pessoas. Nesses casos, existem pessoas LGBTQIA+ entre as codeputadas que participam do mandato.


Quem são os eleitos:

  • Sofia Favero (PSol): mulher trans, psicóloga, doutora em Psicologia, escritora e ativista. Ela foi a terceira candidata mais votada para a Alesp, com 407.773 votos.
  • Ediane Maria (PSol): bissexual, mulher negra, mãe de quatro filhos e trabalhadora doméstica. Ela foi eleita pela primeira vez em 2022 e agora conquistou a reeleição.
  • Duda Hidalgo (PT): bissexual, é advogada e vereadora de Ribeirão Preto antes de chegar à Assembleia.
  • Thainara Faria (PT): bissexual, foi reeleita para o cargo de deputada estadual.
  • Douglas Garcia (União Brasil): homem gay e retorna à Alesp depois de ter exercido mandato entre 2019 e 2023.
  • Thammy Miranda (PSD): homem trans, vereador de São Paulo e filho da cantora Gretchen.
  • Keit Lima (PSol): bissexual, é formada em Direito e Administração e foi eleita vereadora em 2024 antes de conquistar uma cadeira no Legislativo estadual.

Além das sete candidaturas individuais, dois mandatos coletivos contam com integrantes LGBTQIA+ em sua composição:

  • Bancada Feminista (PSol): mandato formado por seis mulheres, com a participação de Paula Nunes, advogada criminalista e bissexual.
  • Movimento Pretas (PSol): coletivo de cinco mulheres pretas, que conta com a advogada e mestranda em Direito pela USP, Letícia Chagas. A codeputada também é bissexual.

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Cenário em 2022

Nas eleições de 2022, a Alesp elegeu seis candidaturas ou mandatos classificados como LGBTQIA+. Eram quatro parlamentares eleitos individualmente: Ediane Maria (PSol), Thainara Faria (PT), Leci Brandão (PCdoB) e Guilherme Cortez (PSol), além dos dois mandatos coletivos do PSol.

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Em 2026, Ediane e Thainara, que já faziam parte da lista, permaneceram na Assembleia, enquanto Cortez deixou a disputa estadual para concorrer à Câmara dos Deputados, onde conseguiu um cargo de deputado federal. Já Leci Brandão não conseguiu a reeleição.

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