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Eleições 2026São Paulo

Haddad sobre agro: “Setor ganha muito dinheiro em nossos governos”

Candidato ao governo de SP e ex-ministro da Fazenda Fernando Haddad, classificou como “curiosa” a resistência do setor aos petistas

01/09/2026 14:40, atualizado 01/09/2026 15:00
Divulgação/Diogo Zacarias - Campanha Fernando Haddad
Haddad sobre agro: “Setor ganha muito dinheiro em nossos governos”

O ex-ministro da Fazenda e candidato ao governo de São Paulo, Fernando Haddad (PT), classificou como “curiosa” a resistência que o setor do agronegócio brasileiro tem em relação aos candidatos petistas nas eleições de 2026. Haddad cumpre agenda de campanha pelo interior de São Paulo nesta terça-feira (1º/9).

“Eu chego a achar curiosa essa resistência, porque o agro só ganha muito dinheiro nos nossos governos. Eu vou dar um exemplo. Eu fiz lá, no Ministério da Fazenda, quatro Planos Safra, um melhor que o outro, reconhecidos pelo agro. O agro nunca produziu tanto, o agro nunca exportou tanto. O Brasil vai ser o maior produtor de alimentos do mundo, superando os Estados Unidos neste ano”, afirmou em entrevista à EPTV Campinas.

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O ex-ministro da Fazenda ainda criticou o comportamento da família Bolsonaro e do governador Tarcísio de Freitas sobre o tarifaço aplicado pelos Estados Unidos contra produtos brasileiros. “Com o tarifaço do Trump, que prejudicou São Paulo, festejado pelo Flávio Bolsonaro, Eduardo Bolsonaro e Tarcísio, que botou o bonezinho do Trump, nós diversificamos a pauta de exportação e abrimos 600 mercados para o agro, inclusive de São Paulo”, disse.

Cálculos da Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil) apontam que São Paulo, o estado brasileiro mais impactado pelo tarifaço, pode deixar de movimentar US$ 3 bilhões. Entre as regiões do estado mais impactadas pela medida, estão Sorocaba, Campinas, Franca e Birigui, no interior, o Grande ABC, na região metropolitana, e o Vale do Paraíba.

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No início desta semana, representantes dos governos do Brasil e dos Estados Unidos se reuniram para dar sequência às negociações comerciais retomadas após um telefonema entre os presidentes Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Donald Trump.

Taxa das blusinhas

Questionado sobre a taxa das blusinhas, o imposto de importação de 20% cobrado sobre compras internacionais de até US$ 50, Haddad defendeu a cobrança e destacou a continuidade de 17% de Imposto sobre a Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS), um tributo recolhido pelos estados.

“Quem começou a cobrar foram os governadores. Tarcísio começou a cobrar o ICMS, foi ao governo federal fazer um convênio com os Correios para passar a cobrar ICMS, já que eram os Correios que traziam [as encomendas] para cá. E não foi o governo federal que decidiu o imposto federal – foi o Congresso Nacional, por unanimidade”, disse.

O candidato ao governo de São Paulo também falou sobre as propostas que pretende implementar caso seja eleito, como um gabinete coordenado pelo governador para o combate ao crime organizado, com cooperação de órgãos federais e estaduais.