Advogado que teria negociado acordo entre policiais e membro do PCC é preso
Ademilson teria intermediado para que os policiais interrompessem um inquérito que revelaria mais nomes da facção criminosa
07/10/2026 18:53, atualizado 07/10/2026 19:14

Ademilson Alves de Brito, advogado denunciado e acusado pelo Ministério Público de São Paulo (MPSP) pelos crimes de corrupção ativa e passiva ao supostamente negociar um acordo entre um membro do Primeiro Comando da Capital (PCC) e dois policiais, foi preso nesta quarta-feira (7/10) na Região Metropolitana de São Paulo.

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Ver todasSegundo informações obtidas pelo Metrópoles, Ademilson se entregou à delegacia de polícia de Arujá, município da Grande São Paulo, acompanhado de seu advogado, após tomar conhecimento de que havia um mandado de prisão expedido contra ele, confirmado pelas autoridades do local, que realizaram a prisão.
O Metrópoles entrou em contato com a defesa de Ademilson, que optou por não comentar sobre o assunto. O espaço segue aberto para manifestações.
Entenda o caso
Dentre as acusações feitas pelo MPSP, Ademilson teria oferecido R$ 1 milhão a dois policiais civis para que interrompessem um inquérito que buscava a identificação de outros integrantes do grupo criminoso.
Entre no canal de WhatsApp do Metrópoles SPA acusação apoia-se no registro de uma videochamada, gravada em 23 de maio de 2024, na qual Ademilson teria conversado diretamente com os policiais sobre a quantia de R$ 1 milhão, o encerramento do inquérito e o compromisso de não investigar mais ninguém da facção.
Cerca de dois meses após a gravação, em 23 de julho de 2024, a investigação aponta que o inquérito policial foi de fato encerrado sem novos indiciamentos, levando o Ministério Público a promover o arquivamento por falta de provas, exatamente como havia sido combinado na videochamada.
A denúncia chegou a ser rejeitada em 1º grau sob o argumento de falta de perícia prévia no vídeo e inépcia formal. No entanto, MPSP recorreu, e a 5ª Câmara de Direito Criminal do Tribunal de Justiça de São Paulo (TJSP) acolheu o recurso. Relator do caso, o desembargador Pinheiro Franco determinou o recebimento da denúncia por “corrupção ativa majorada, o restabelecimento da prisão preventiva de Ademilson, dos policiais, e a derrubada do sigilo dos nomes dos réus”.



