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São Paulo

Adolescente é apreendido suspeito de furtar jornalista Márcio Chaer em SP

Chaer teve o celular furtado no dia 3 de outubro e morreu de infarto após perseguir o suspeito a pé

23/10/2026 16:00
Reprodução/ PM
O jornalista Márcio Chaer morreu ao sofrer um infarto após perseguir um ladrão nas proximidades da Estação Armênia, em São Paulo - Metrópoles

São Paulo — A Polícia Civil apreendeu nessa quinta-feira (22/10) um adolescente identificado como um dos suspeitos de furtar o jornalista Márcio Chaer, fundador do site Consultor Jurídico (ConJur), no dia 3 de outubro, na região da Armênia, centro de São Paulo.

Na ocasião, Chaer estava em um carro com outras pessoas na Avenida Cruzeiro do Sul, quando teve o celular furtado. Ele ainda desceu do veículo e perseguiu a pé o adolescente para tentar recuperar o aparelho, mas teve um mal súbito e morreu no local.

Segundo a Secretaria da Segurança Pública (SSP), o suspeito foi identificado com base em imagens de monitoramento e nas investigações do 12º Distrito Policial (Pari). Ele foi localizado, apreendido e enviado à Fundação CASA.

Lula lamentou morte de jornalista

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) lamentou a morte do jornalista Márcio Chaer no dia do ocorrido. Em nota, o petista destacou a atuação do profissional na defesa do Estado Democrático de Direito e em críticas à Operação Lava Jato.

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“Recebo com imensa tristeza o trágico falecimento do jornalista Márcio Chaer, fundador da revista ConJur”, afirmou Lula.

Na publicação, Lula prestou solidariedade à família e aos profissionais do ConJur. Ele também escreveu que Chaer foi “pioneiro” ao fundar a revista dedicada à cobertura do Judiciário.

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“Chaer foi o pioneiro, em 1997, ao inaugurar um site dedicado ao jornalismo jurídico, tornando-se referência para aqueles assuntos que, até então, estavam distantes da sociedade”, disse o presidente.

Lula citou a posição adotada pelo jornalista durante a Lava Jato. Segundo o presidente, Chaer “não hesitou em abrir espaço para críticas aos abusos e violações” cometidos durante a operação.

“Defensor inegociável do Estado Democrático de Direito, Chaer pautou sua atuação jornalística na coragem e no sentimento de justiça”, afirmou.

O ministro-chefe da Advocacia-Geral da União (AGU), Jorge Messias, disse que recebeu a notícia do falecimento com profundo pesar. “Jornalista dedicado e importante difusor da cultura jurídica nacional, deixa uma contribuição inestimável e uma marca especial em todos que tiveram o privilégio de conhecê-lo e acompanhar seu trabalho. Neste momento de dor, manifesto minha solidariedade aos familiares, e demais amigos, desejando-lhes força e serenidade”, declarou.