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Eleições 2026São Paulo

"A Paulista não é da direita, é do povo", diz Lula em ato com Haddad em SP.

Presidente caminhou com apoiadores na região central de São Paulo na véspera do 1º turno das eleições, marcado para este domingo (4/10)

03/10/2026 12:12, atualizado 03/10/2026 13:03
Rebeca Ligabue/Metrópoles
Imagem colorida mostra ato com Lula e Haddad na região da Paulista. Metrópoles

O presidente e candidato à reeleição, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), participou de um ato na região da Avenida Paulista neste sábado (3/10), véspera do 1º turno das eleições. Durante o discurso, Lula afirmou que “a Paulista não é da direita, é do povo brasileiro”. A fala acontece após um desentendimento com a Prefeitura de São Paulo, que tentou barrar o evento, e de um movimento do PT para apuração dos votos neste domingo (4/10) na avenida.

Durante o evento, Lula celebrou agendas como o fim da escala 6×1, a proibição das casas de apostas e a isenção no imposto de renda. “Ninguém vai ganhar dinheiro extorquindo o povo pobre deste país. Ninguém vai jogar com dinheiro do leite e do pão das crianças”, disse o presidente sobre a Medida Provisória que proíbe bets no Brasil. Ele ressaltou que o dinheiro gasto com apostas poderia estar “no comércio ou no bolso do povo” e afirmou que os times de futebol não dependem do patrocínio dessas empresas.

Lula também afirmou que foi alvo de mentiras após uma fala sobre proibir mais de um cartão de crédito por pessoa na quinta-feira (1º/10). “O que eu acho é que o cartão de crédito tem que ser distribuído com seriedade para quem quiser. Os bancos não podem ficar distribuindo cartão para as casas das pessoas sem elas pedirem.”

“Os juros do cartão de crédito são uma roubalheira. Então precisa ter responsabilidade. Por isso nós vamos, no 4º mandato, moralizar essa coisa do crédito no Brasil. Se o sistema financeiro quer ganhar dinheiro, ganhe investindo na produção, não extorquindo o povo brasileiro com taxas de juros impagáveis”, disse Lula neste sábado.

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Ato de Lula na Rua Augusta
Lula e Haddad em ato na Augusta
Candidato ao governo de SP, Fernando Haddad participa de ato na Avenida Paulista
Haddad, Tebet, marina, Lula e Alckmin em ato na Augusta
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Candidato ao governo de SP, Fernando Haddad participa de ato na Avenida Paulista
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Candidato ao governo de SP, Fernando Haddad participa de ato na Avenida Paulista

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Lula participa de ato na Paulista um dia antes do primeiro turno
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Lula participa de ato na Paulista um dia antes do primeiro turno

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Batizada oficialmente pela campanha de “Brasil Pronto para Mais”, a caminhada também contou com a presença do vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB), do candidato petista ao governo paulista, Fernando Haddad, e das candidatas ao Senado Marina Silva (Rede) e Simone Tebet (PSB), que compõem a chapa de Lula.

A concentração iniciou por volta das 10h na Avenida Paulista. Após a chegada do presidente, os apoiadores iniciaram a caminhada pela Rua Augusta. Segundo a organização do evento, a dispersão acontecerá por volta das 13h na região da praça Franklin Roosevelt.

Anunciado pela campanha petista durante a semana, o ato virou tema de disputa com a Prefeitura de São Paulo, que tentou vetar eventos na Paulista durante o final de semana de eleição. Em comunicado oficial, o partido lamentou o que chamou de “tentativa da prefeitura de criar confusão em torno da realização do ato”. Durante a caminhada, a concentração precisou ser transferida para a Rua Augusta. Representantes da campanha responsabilizaram a gestão do prefeito Ricardo Nunes (MDB) pela alteração e afirmaram que a Polícia Militar (PM) impediu que trios elétricos estacionassem no local.

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A primeira-dama, Janja da Silva, enfatizou que o partido realizará o ato durante a apuração, mesmo sem autorização da prefeitura. “Amanhã, Ricardo Nunes, a Paulista é nossa. E você, vá plantar batata. Vai ter que nos engolir”, disse. O evento de domingo foi proibido com base no pedido do TRE-SP para que a avenida permaneça integralmente desobstruída durante a eleição.

Nunes também foi criticado pelas candidatas ao Senado da Chapa, Marina Silva (Rede) e Simone Tebet (PSB).

Lula em SP na véspera do 1º turno

Candidato à reeleição, Lula fez um giro por Minas Gerais e Rio de Janeiro nessa sexta-feira (2/10) e vai finalizar a campanha com uma caminhada na Avenida Paulista, na capital.

Para a campanha petista, o estado é prioritário — não à toa, foi a unidade da Federação que mais recebeu visitas do presidente na primeira fase da disputa. Neste ano, São Paulo tem 34,1 milhões de pessoas aptas a votar.

O presidente busca aumentar a votação e tenta levar a corrida estadual ao segundo turno, onde o ex-ministro da Fazenda Fernando Haddad (PT) concorre contra o atual governador Tarcísio de Freitas (Republicanos). A tarefa, no entanto, parece mais difícil à medida em que pesquisas de intenção de voto indicam a chance do candidato à reeleição vencer a disputa no primeiro turno.

Diante do cenário, o petista corre o risco de ficar sem palanque no maior colégio eleitoral do país. Pesquisa Datafolha de quinta-feira (1º/10) mostra Tarcísio com 56% das intenções de voto no primeiro turno, considerando votos válidos. Haddad aparece com 37%. Com isso, a eleição em São Paulo tem grandes chances de ser decidida em apenas uma votação.


Datafolha mostra empate técnico em SP

  • Pesquisa Datafolha dessa sexta-feira (2/10) mostra que, no estado de São Paulo, Flávio Bolsonaro e Lula estão tecnicamente empatados nas intenções de voto no primeiro turno. O senador tem 41% dos votos válidos e o atual presidente aparece com 40%.
  • O levantamento considera apenas os votos válidos, ou seja, exclui brancos, nulos e indecisos.
  • Já no segundo turno, o candidato do PL marca 48% das intenções de votos, enquanto o petista tem 45%. Votos brancos e nulos somados ficam em 7%. Indecisos são 1%.
  • No fim de setembro, Flávio aparecia com 49% das intenções de voto, contra 41% de Lula, o que indica crescimento do candidato do PT em São Paulo nos últimos dias.
  • A vantagem do bolsonarista sobre o petista, que era de 8 pontos percentuais, caiu para 3 pontos, dentro da margem de erro.