Trump chama eleição no Brasil de "desgraça" e diz que vai falar com Lula.
Questionado sobre a eleição brasileira, Trump afirmou que Lula pediu que ele não tomasse partido

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, voltou a criticar as eleições no Brasil, nesta quinta-feira (29/10), e classificou o pleito como “uma desgraça”. O republicano afirmou ainda que vai conversar com o presidente brasileiro, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), sobre esse tema.
Confira:
Em conversa com jornalistas na manhã de hoje, Donald Trump voltou a ser questionado sobre as eleições brasileiras, em meio ao silêncio da Casa Branca sobre o resultado do pleito que reelegeu Lula para o quarto mandato.
“Eu vou falar com ele, mas acho que a eleição no Brasil foi uma desgraça”, declarou.
Conforme o Metrópoles apurou, não houve, até o momento, pedido de ligação entre os dois presidentes e também não há nada previsto. Lula e Trump podem se encontrar durante a Cúpula de Líderes do G20, que acontece nos Estados Unidos em dezembro. Lula deve marcar presença no evento em uma retomada da agenda internacional após sua reeleição ao Palácio do Planalto.
Entre no canal de WhatsApp do MetrópolesAs eleições brasileiras que reelegeram Lula ocorreram no último domingo (25/10) e o governo de Trump, até o momento, não se manifestou sobre o resultado. Flávio Bolsonaro nutre uma aproximação com a gestão trumpista e chegou a ser recebido pelo presidente norte-americano na Casa Branca.
O senador também era visto como candidato natural ao favoritismo de Donald Trump no pleito brasileiro, ainda que ele não tenha recebido qualquer aceno público do republicano.
Eleições no Brasil
Não foi a primeira vez, contudo, que Trump levantou suspeitas sobre o processo eleitoral brasileiro. Ainda nesta semana, durante um comício realizado no Texas, o presidente dos Estados Unidos citou “fraude” ao comentar o processo eleitoral brasileiro.
“Eu não tomei partido, mas pareceu mais uma eleição fraudada. Para mim, pareceu muito ruim”, declarou na terça-feira (27/10). A manifestação foi feita sem que o republicano apresentasse provas sobre as acusações.
Embora os Estados Unidos tenha se recusado a fazer manifestações diretas sobre as eleições decorridas no Brasil, o país recebeu Flávio Bolsonaro em meio à derrota que ele sofreu nas urnas contra Lula. O senador chegou ao país norte-americano por meio de uma rota entre Argentina e Equador, depois de deixar o Brasil de forma ainda desconhecida pelas autoridades brasileiras.
A partida para outro país implica descumprimento de decisão judicial por Flávio, que havia sido impedido de deixar o Brasil após ordem do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). A medida foi tomada depois que a Polícia Federal (PF) alertou sobre o risco de o senador fugir do país, onde é investigado por suspeitas de lavagem de dinheiro e evasão de divisas.
Após chegar a Miami, Flávio publicou carta na qual fez críticas ao sistema eleitoral brasileiro e se autointitulava “o verdadeiro presidente eleito do Brasil”. Horas depois, postou nova versão da carta, substituindo a expressão por “líder do Brasil”. Questionado sobre quem reconhecia como “legítimo presidente do Brasil”, Trump também não quis responder.






