Inscreva-se no canal MetrópolesTV no YouTube
Mundo

Migração da Argentina diz que Flávio só entrou no país às 22h50 de terça

Da Argentina, Flávio Bolsonaro decolou com a família para a cidade de Guayaquil, no Equador

28/10/2026 02:46, atualizado 28/10/2026 03:43
FOTO: BRENO ESAKI/METRÓPOLES @BrenoEsakiFoto
imagem colorida de flávio bolsonaro, durante pronunciamento após derrota nas eleições presidenciais

O serviço de migração da Argentina afirmou que o senador Flávio Bolsonaro (PL) permaneceu no Brasil até às 22h50 de terça-feira (27/10), antes de cruzar a fronteira rumo ao território argentino pela Ponte Internacional Tancredo Neves — também conhecida como Ponte da Fraternidade —, localizada em Foz do Iguaçu, Paraná. Não há notícias do paradeiro do senador desde segunda-feira (26/10) à noite.

A informação foi divulgada nesta quarta-feira (28/10) pela Direção Nacional de Migrações da Argentina.

Segundo o órgão, o senador brasileiro entrou na Argentina pela província de Misiones junto à esposa, Fernanda Antunes Figueira Bolsonaro, e de suas duas filhas, Carolina e Luiza.

Em seguida, a família pegou um voo privado da companhia aérea argentina Baires Fly S.A, rumo à cidade de Guayaquil, no Equador. A aeronave, de acordo com o serviço migratório argentino, teria deixado o país às 23h30.

Entre no canal de WhatsApp do Metrópoles

Não está claro qual o destino final do voo que leva o senador, derrotado por Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no segundo turno das eleições presidenciais do último fim de semana.

Migração da Argentina diz que Flávio só entrou no país às 22h50 de terça - destaque galeria
4 imagens
Flávio Bolsonaro esteve com Donald Trump, na Casa Branca, em maio deste ano
Donald Trump publica foto de encontro com Flávio Bolsonaro na Casa Branca
Migração da Argentina diz que Flávio só entrou no país às 22h50 de terça - imagem 4
Migração da Argentina diz que Flávio só entrou no país às 22h50 de terça - imagem 1
1 de 4

Wagner Meier/Getty Images
Flávio Bolsonaro esteve com Donald Trump, na Casa Branca, em maio deste ano
2 de 4

Flávio Bolsonaro esteve com Donald Trump, na Casa Branca, em maio deste ano

Divulgação/Casa Branca
Donald Trump publica foto de encontro com Flávio Bolsonaro na Casa Branca
3 de 4

Donald Trump publica foto de encontro com Flávio Bolsonaro na Casa Branca

Reprodução/Truth Social
Migração da Argentina diz que Flávio só entrou no país às 22h50 de terça - imagem 4
4 de 4

Alice Rabello

Contradições

O comunicado divulgado pela Direção Nacional de Migrações da Argentina nas primeiras horas desta quarta-feira contradiz informações desencontradas sobre a fuga de Flávio do Brasil.

Na manhã de terça-feira, o jornal argentino Infobae noticiou que o parlamentar entrou na Argentina, e planejava deixar o país rumo aos Estados Unidos em um voo previsto para às 2h da manhã.

Horas depois, interlocutores do governo norte-americano confirmaram para mídia internacional (incluindo veículos latino-americanos, a BBC do Reino Unido, e a jornais brasileiros) que o senador já havia chegado ao território norte-americano.

A possível chegada de Flávio aos EUA também foi divulgada por Simón Levy, advogado mexicano ligado ao movimento Make America Great Again (MAGA), do presidente Donald Trump. Ele ainda afirmou que o secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio, foi o responsável por arquitetar o plano de fuga do filho de Jair Bolsonaro.

Michelle Bolsonaro (PL) também confirmou que o senador teria deixado o país.

Ainda na tarde de terça, o governo Trump revelou que o Departamento de Estado dos EUA emitiria vistos para o senador e seus familiares. A Casa Branca, no entanto, não deu detalhes sobre a possível chegada de Flávio no país.

Passadas algumas horas, já na madrugada desta quarta, o presidente norte-americano disse ter aprovado a ida de Flávio. Trump, contudo, disse não saber o paradeiro do senador brasileiro, e afirmou ter ouvido “dizer que ele está na Argentina”.

A fuga de Flávio Bolsonaro do Brasil aconteceu após o Supremo Tribunal Federal (STF) determinar a apreensão dos passaportes do senador, e proibi-lo de sair do país, devido a investigações sobre lavagem de dinheiro e evasão de divisas em parceria com o advogado Willer Tomaz. 

A decisão, assinada pelo ministro Alexandre de Moraes, aconteceu após pedido da Polícia Federal (PF), que apontou risco de Flávio fugir do país para escapar da Justiça — o que aconteceu horas depois. 

Ainda não está claro qual o envolvimento do governo dos Estados Unidos, assim como da administração da Argentina, na saída de Flávio Bolsonaro do Brasil. A Polícia Federal não se pronunciou sobre os recentes desdobramentos do caso até o momento.