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Minas Gerais

Grávida e bebê morrem em hospital de MG à espera de obstetra

Bárbara Luana, de 29 anos, morreu após procurar atendimento em hospital de Três Marias, no Norte de Minas; plantonista foi detido e liberado

16/06/2026 10:31, atualizado 17/06/2026 11:09
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Divulgação/Redes sociais
Grávida e bebê morrem em hospital de MG à espera de obstetra

Belo Horizonte — A Polícia Civil de Minas Gerais investiga as circunstâncias das mortes de Bárbara Luana Fernandes Aleixo, de 29 anos, e do bebê que ela carregava no ventre, por suspeita de negligência médica. O caso ocorreu na manhã do dia 9 de junho, no Hospital São Francisco, em Três Marias, no Norte de Minas. O obstetra responsável pelo plantão, Higo Moreira Fonseca, chegou a ser detido.

Bárbara procurou atendimento na unidade de saúde após apresentar queda da pressão arterial. Com o passar das horas, o estado de saúde da paciente piorou.

De acordo com o registro policial, o médico plantonista teria sido chamado diversas vezes para atender a uma ocorrência considerada urgente. Os contatos teriam sido feitos, inclusive, pela médica que realizou o primeiro atendimento à paciente, por telefone e por mensagens de aplicativo.

Segundo a ocorrência, o médico não foi encontrado durante o período mais crítico do atendimento e só chegou ao hospital após a morte da paciente.

Após reunir as informações iniciais, policiais civis foram até a casa do médico e o conduziram à delegacia. Segundo o boletim, durante a abordagem, ele teria tentado deixar o local com o carro, o que levou um dos agentes a sacar a arma para controlar a situação.

A PCMG informou que aguarda a conclusão de laudos periciais, o envio de documentos solicitados ao hospital e a realização de novos depoimentos para esclarecer completamente os fatos.

Em relação ao investigado, a corporação informou que ele foi colocado em liberdade após as medidas judiciais cabíveis.

O que diz a defesa do médico

A defesa do médico Higo Moreira Fonseca informou que o caso ainda está em fase inicial de investigação e que acompanha atentamente os desdobramentos. Em nota, o advogado Higor Magid Lauar de Castro Vieira manifestou solidariedade aos familiares das vítimas e afirmou que a apuração exige cautela, responsabilidade e respeito às garantias constitucionais.

Segundo a defesa, o contexto assistencial relacionado aos fatos é complexo e envolve aspectos técnicos, operacionais e médicos que ainda serão analisados pelas autoridades competentes. O advogado destacou ainda que o médico permanece à disposição para prestar esclarecimentos e afirmou confiar no trabalho das instituições responsáveis pela investigação. 

A reportagem tentou contato com o Hospital São Francisco, mas não obteve retorno até a publicação desta matéria. O espaço permanece aberto para manifestação.