Cleitinho irrita apoiadores ao postar vídeo com Alcolumbre: "É de lascar"
Cleitinho anunciou votação do fim da escala 6x1, proposta que provoca divergência com Flávio Bolsonaro, a quem declarou apoio

Belo Horizonte — O senador Cleitinho Azevedo (Republicanos-MG), eleito governador de Minas Gerais, provocou uma onda de críticas entre apoiadores após publicar um vídeo ao lado do presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), nessa sexta-feira (9/10). Na gravação, o parlamentar anunciou que conseguiu pautar a votação da proposta que prevê o fim da escala de trabalho 6×1.
A reação expôs um racha entre Cleitinho e a ala bolsonarista, à qual o governador eleito declarou apoio na disputa presidencial. O grupo é liderado pelo candidato Flávio Bolsonaro (PL), que diverge do senador mineiro sobre a proposta de acabar com a escala 6×1.
Ver esse post no Instagram
Enquanto Cleitinho defende a votação da proposta de emenda à Constituição (PEC) que prevê o fim da escala, Flávio rejeita a mudança por esse caminho. O presidenciável defende outro modelo, no qual os trabalhadores sejam remunerados pelas horas efetivamente trabalhadas.
Entre no canal de WhatsApp do MetrópolesApesar da divergência, Cleitinho manifestou apoio à candidatura de Flávio. Nos comentários da publicação, porém, seguidores ligados ao bolsonarismo criticaram a aproximação com Alcolumbre e cobraram que o presidente do Senado coloque em votação pedidos de impeachment do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF).
“É de lascar” e “Vai gravar com o Moraes?”
“Aí é de lascar, hein. Vai gravar com o Moraes também?”, questionou um apoiador. “Amigo, te respeito muito! Mas fazer esse vídeo aí com esse cara. Vou te falar, viu”, escreveu outro.
Mais seguidores demostraram insatisfação. “Cleitinho, Cleitinho, tá fazendo vídeo com gente errada”. Outro perfil reforçou as críticas: “Não entra nessa aí não! Esse aí não é de confiança!”.
“Pode ter certeza que você decepcionou milhares de pessoas com este vídeo”, comentou um internauta. “Meu Deus, me arrependi”, escreveu outro.
A decisão de pautar a PEC contraria a posição de Flávio, enquanto o governo Lula vê na votação uma oportunidade de defender a redução da jornada de trabalho.




