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Na Mira

Fraude financeira com 400 cartões de crédito causa prejuízo de R$ 3 milhões

PCDF invetiga funcionária da instituição que teria acessado sistema de autenticação e repassado códigos usados em fraudes no DF e na Bahia

29/10/2026 08:16, atualizado 29/10/2026 08:23
Reprodução / PCDF
Fraude financeira com 400 cartões de crédito causa prejuízo de R$ 3 milhões

Policiais civis da Delegacia Especial de Repressão aos Crimes Cibernéticos (DRCC/DECOR) deflagraram, na manhã desta quinta-feira (29/10), a Operação Nêmesis, que investiga uma associação criminosa suspeita de realizar fraudes eletrônicas contra clientes de uma instituição financeira cooperativa, causando prejuízo superior a R$ 3 milhões.

O nome da instituição financeira não foi informado pela PCDF.

Ao todo, são cumpridos oito mandados de prisão temporária e nove mandados de busca e apreensão. A operação faz parte das ações de combate a grupos criminosos especializados em fraudes eletrônicas.

As diligências ocorrem simultaneamente em Brasília (DF), Salvador (BA) e Itabuna (BA), com a participação de mais de 60 policiais civis e o apoio operacional do Departamento Especializado de Investigações Criminais (DEIC) da Polícia Civil da Bahia.

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Além das prisões e buscas, a Justiça determinou o bloqueio de ativos financeiros e o sequestro de veículos dos investigados, até o limite do prejuízo apurado. Também foi determinada a suspensão das atividades das pessoas jurídicas utilizadas no esquema.

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Operação Nêmesis
Dinheiro apreendido em operação da PCDF
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Como funcionava o esquema

De acordo com as investigações, entre janeiro e julho de 2025, o grupo realizou transações eletrônicas não autorizadas utilizando dados de aproximadamente 400 cartões de crédito de clientes de uma instituição financeira cooperativa. As operações causaram prejuízo superior a R$ 3 milhões.

A apuração identificou que uma então funcionária da instituição teria acessado indevidamente o sistema responsável pela geração dos códigos de autenticação das compras. As informações eram repassadas a outros integrantes do grupo, responsáveis pela execução das fraudes no Distrito Federal e na Bahia.

Os valores obtidos eram recebidos por estabelecimentos comerciais, distribuídos por meio de contas de passagem e, posteriormente, redistribuídos entre os integrantes da associação criminosa. Parte dos recursos também era convertida em criptoativos, segundo a investigação.

Penas podem chegar a 21 anos de reclusão

Os investigados poderão responder pelos crimes de furto mediante fraude eletrônica, associação criminosa e lavagem de dinheiro. Somadas, as penas máximas previstas para esses delitos podem alcançar 21 anos de reclusão.

As investigações continuam, com a análise do material apreendido e o objetivo de identificar outros possíveis envolvidos no esquema.