Investimento no futuro: DF foca a expansão da rede de educação
De 2019 para cá, DF ganhou 27 creches e 14 escolas novas, além de benefícios, como o Cartão Material Escolar, para combater a evasão escolar

Onze novos viadutos, inauguração do Túnel Rei Pelé em Taguatinga, ampliação da quantidade de Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) e de Unidades Básicas de Saúde (UBSs), delegacias funcionando 24 horas. Foi tanta entrega desde 2019 por este GDF que fica até difícil enumerar todas. Afinal, mais de 7 mil obras transformaram a vida dos brasilienses em áreas como mobilidade, infraestrutura, saúde, segurança, assistência social e educação.
Foi com esse foco que a capital federal alcançou o posto de cidade com melhor qualidade de vida do país, segundo o Índice de Progresso Social (IPS).
Contudo, o que mudou mesmo a vida da população foi a proximidade do governo com as demandas reais dos moradores; e uma das ferramentas usadas para isso foi o GDF na Sua Porta.
O programa visita as regiões administrativas com serviços públicos itinerantes, por meio de gabinetes móveis, além de mutirões integrados, com atendimentos de saúde, cadastro social, serviços do Na Hora, da Defensoria Pública, delegacia móvel e outras ações essenciais.
A ideia é atender prioridades sociais, atuando de forma articulada com órgãos e entidades do Distrito Federal, para trazer soluções eficientes às necessidades locais.
Investimento no amanhã
Entre tantas obras, um setor que não foi deixado de lado em momento algum foi a educação. Desde 2019, o GDF tem investido na expansão da rede de educação infantil.
De lá para cá, o DF já conta com 27 novos Centros de Educação da Primeira Infância (Cepis) em diferentes regiões administrativas, em uma política de ampliação de vagas para crianças de até 5 anos.
Além disso, o DF é a única unidade da federação com 100% das creches em tempo integral, o que ajuda – e muito – os pais que não têm com quem deixar os filhos durante o expediente de trabalho.
Entre as inaugurações mais recentes, estão o Cepi Bauru, na Estrutural; o Cepi Seriema, no Recanto das Emas; e o Cepi Uruçu, no Riacho Fundo, entregues em abril.
A primeira creche pública da Estrutural foi construída com investimento de R$ 3.766.683,94. O Cepi Baru, no Setor Leste, põe fim a uma espera de anos para os mais de 38 mil habitantes da cidade. As instalações contam com cinco salas de aula e capacidade para acolher cerca de 100 crianças.

E as obras do Cepi Paranoá Parque estão bem adiantadas. A unidade, destinada ao atendimento de 188 crianças, recebe investimento superior a R$ 5,5 milhões. A construção segue o padrão do programa Proinfância, do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE).
A creche terá mais de 1,7 mil metros quadrados de área construída, em terreno superior a 6 mil m². Entre as instalações, estão 10 salas de atividades para a Educação Infantil, sala multiúso, direção, secretaria, sala de professores, solários, fraldários, lactário, sala de amamentação, refeitório, pátio coberto, playground, cozinha, rouparia, lavanderia, vestiários e copa para os funcionários.

Além disso, 14 escolas foram construídas. Destacam-se a construção da Escola Classe JK, no Sol Nascente, com investimento de R$ 7 milhões, e a reforma e ampliação da Escola Classe 01 do Porto Rico, em Santa Maria, que recebeu R$ 1,5 milhão.
No ano de 2021, foi concluída a reconstrução do Centro de Ensino Fundamental 01 da Vila Planalto, no Plano Piloto, com aporte de R$ 7,16 milhões.
Aprendizado em tempo integral
A educação em tempo integral segue em expansão no Distrito Federal.
De acordo com dados do Censo Escolar, produzido pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), o total de estudantes atendidos nessa modalidade na rede pública direta e conveniada passou de cerca de 46,7 mil, em 2019, para 51,2 mil, em 2024 — um aumento de 4,5 mil estudantes, o que representa crescimento de 9,7%.
Os dados mostram ainda a presença da modalidade em diferentes etapas de ensino. Em 2019, do total de matrículas em tempo integral, cerca de 21 mil estavam na educação infantil; 22,6 mil, no ensino fundamental; e 1,7 mil, no ensino médio.
Havia ainda 888 matrículas na educação profissional, 107 na educação de jovens e adultos (EJA) e 239 na educação especial.
Em 2024, a ampliação foi registrada principalmente na educação infantil, que passou a contar com 26,7 mil estudantes. O ensino fundamental registrou 20,7 mil matrículas, e o ensino médio chegou a 2,2 mil. Também houve crescimento na educação profissional, que passou para 1.395 matrículas.
Para o ensino e para a economia
No total, 200 mil estudantes no Distrito Federal são atendidos pelo Cartão Material Escolar (CME).
O CME atende alunos de 4 a 17 anos, matriculados na rede pública de ensino, cujos responsáveis são beneficiários do Bolsa Família.
De acordo com a Secretaria de Educação do DF, o Cartão Material Escolar é um reforço tanto para o ensino público quanto para a economia local. Isso porque aproximadamente 500 papelarias foram credenciadas dentro do programa, garantindo o acesso a materiais de qualidade aos estudantes.
O cartão abrange a educação infantil, ensino fundamental, ensino médio e educação especial da rede pública.
Os valores disponíveis no cartão são de R$ 240 para alunos do ensino médio e R$ 320 para alunos do ensino infantil, especial e fundamental.
Ranny Rezende, 25 anos, por exemplo, estava desempregada quando se viu na situação de ter que comprar o material escolar da filha mais velha, Ana Clara, hoje com 6 anos, o que acabaria por comprometer outras contas da casa. “Iria prejudicar, porque eu sou mãe solo. Não sei se conseguiria comprar.”
Mas ela conseguiu, graças ao CME, do qual já é beneficiária há três anos: “Ajuda bastante, porque é muito material, muita coisa que eles pedem na escola. Agora, sempre que vejo uma mãezinha que diz que não tem condição, eu falo desse programa”.

Mais autonomia às famílias
Famílias de quase 450 mil alunos matriculados na rede pública do DF são beneficiárias do programa Cartão Uniforme Escolar.
O crédito disponível no cartão dá direito a sete itens do uniforme, incluindo camisetas de manga curta, bermudas, calça e casaco.
De acordo com a Secretaria de Educação, o benefício aumenta a autonomia das famílias, desburocratiza processos e fortalece fornecedores locais. A iniciativa integra a rede de proteção social do DF e se soma a outros benefícios, como o Cartão Material Escolar e o Cartão Creche.

Reforço no transporte
No último dia 14, o GDF reforçou a frota do transporte escolar em Planaltina com a entrega de 12 veículos modelo Ore 3.
Com capacidade para atender aproximadamente 1,4 mil estudantes por dia, os novos ônibus entregues fazem parte de uma estratégia para reduzir a evasão escolar e fortalecer a educação nas áreas rurais da região. O investimento na frota foi de R$ 5,6 milhões.
Hoje, o Distrito Federal conta com uma frota de cerca de 1,2 mil ônibus escolares. Desse total, 167 veículos integram a frota própria da Secretaria de Educação, número que foi ampliado com a chegada dos 12 novos ônibus, que atenderão Planaltina, regiões de Taquara, Rio Preto, Tabatinga e Região da Bica do DER, operando nos dois turnos (matutino e vespertino).
Os veículos foram adquiridos por meio de um processo conduzido pela própria secretaria, em parceria com a TCB, responsável por gerenciar todo o transporte escolar da rede pública.
Os veículos possuem estrutura desenvolvida especialmente para o tráfego nas estradas não pavimentadas da zona rural. Além da resistência, os ônibus oferecem conforto aos passageiros, com ar-condicionado e assentos ergonômicos.
A frota conta ainda com acessibilidade completa, que inclui plataforma elevatória e espaço exclusivo para cadeirantes, medida que assegura a inclusão e a igualdade de acesso ao ensino.

Escola perto de casa para todos
O Distrito Federal consolidou, nos últimos anos, uma das maiores redes de educação do campo no país.
São 85 escolas distribuídas em regiões como Planaltina, Paranoá, Brazlândia e Ceilândia, um número que coloca a rede pública do DF entre as que mais concentram unidades voltadas ao ensino no meio rural no Brasil.
Além de garantir matrícula, a presença dessas escolas encurta distâncias históricas.
Em territórios onde o deslocamento até áreas urbanas pode levar horas, a escola próxima de casa representa permanência, segurança e continuidade dos estudos. É também um ponto de encontro das comunidades, onde a rotina escolar se mistura com a vida no campo.
Os resultados já batem na porta
Entre as principais ações desenvolvidas na área de educação, estão programas como o Alfaletrando, destinado à alfabetização; e o SuperAção, de recomposição das aprendizagens.
Os resultados positivos já aparecem em indicadores importantes. Em 2025, o Distrito Federal alcançou 65% das crianças alfabetizadas no fim do 2º ano do ensino fundamental, superando a meta prevista de 63%. Em 2024, o índice havia sido de 59%.
Também houve avanços no desempenho em língua portuguesa nos anos iniciais, além de melhorias na inclusão, no transporte escolar, na entrega de novas unidades e na modernização dos sistemas de gestão.