Inscreva-se no canal MetrópolesTV no YouTube
Mirelle Pinheiro

PF mira deputado federal por fraude de R$ 200 milhões em contratos no RJ.

Operação apura atuação de organização criminosa na Secretaria de Estado de Agricultura, Pecuária e Abastecimento do Rio de Janeiro

27/10/2026 08:08, atualizado 27/10/2026 11:59
Reprodução/Câmara dos Deputados
PF mira deputado federal por fraude de R$ 200 milhões em contratos no RJ

A Polícia Federal (PF) deflagrou, nesta terça-feira (27/10), a segunda fase da Operação Castratio, que investiga suspeitas de irregularidades em contratos de castração e esterilização de animais firmados pelo Governo do Rio de Janeiro. A soma dos acordos investigados chega a cerca de R$ 200 milhões.

O deputado federal reeleito Marcelo Queiroz (PSDB) é um dos alvos da operação. O escritório de advocacia do parlamentar está entre os endereços onde são cumpridos mandados de busca e apreensão.

Além disso, a coluna apurou que todos os alvos da ação têm vínculo com o parlamentar.

Cinco mandados de busca e apreensão são cumpridos nos municípios do Rio de Janeiro e de Niterói. As ordens judiciais foram expedidas pelo Supremo Tribunal Federal (STF).

A investigação apura a atuação de uma organização criminosa no âmbito da Secretaria de Estado de Agricultura, Pecuária e Abastecimento do Rio de Janeiro (Seapa).

Entre no canal de WhatsApp da Coluna Mirelle Pinheiro
PF mira deputado federal por fraude de R$ 200 milhões em contratos no RJ - destaque galeria
3 imagens
PF mira deputado federal por fraude de R$ 200 milhões em contratos no RJ - imagem 2
PF mira deputado federal por fraude de R$ 200 milhões em contratos no RJ - imagem 3
PF mira deputado federal por fraude de R$ 200 milhões em contratos no RJ - imagem 1
1 de 3

Divulgação/PF
PF mira deputado federal por fraude de R$ 200 milhões em contratos no RJ - imagem 2
2 de 3

Divulgação/PF
PF mira deputado federal por fraude de R$ 200 milhões em contratos no RJ - imagem 3
3 de 3

Divulgação/PF

Operação

A primeira fase da Operação Castratio foi deflagrada em maio de 2026 e buscou apurar possíveis irregularidades em contratos firmados entre o governo estadual e uma empresa privada.

À época, Queiroz estava entre os alvos. Ele foi abordado no Aeroporto Santos Dumont, no Rio de Janeiro, enquanto se preparava para embarcar para Brasília (DF).

Entre as suspeitas investigadas estão direcionamento de contratos, superfaturamento e fraude em licitações.

Segundo a PF, os materiais obtidos na primeira etapa levaram ao avanço das apurações e à deflagração da nova fase da operação.

A segunda fase tem como objetivo aprofundar as investigações sobre a extensão da organização criminosa e as práticas ilegais que teriam sido cometidas.

Os fatos investigados podem configurar crimes de peculato, corrupção passiva e ativa e lavagem de dinheiro, além de outros delitos que possam ser identificados durante as apurações.

Em nota à coluna, a defesa do deputado reafirmou que jamais participou ou teve conhecimento de qualquer ilegalidade.

“Embora nunca tenha sido intimado, prestou espontaneamente esclarecimentos no âmbito da investigação, demonstrando a absoluta regularidade das contratações realizadas durante sua gestão à frente da Secretaria estadual de Agricultura, Pecuária e Abastecimento. Importante ressaltar que tais contratos foram submetidos ao controle do Tribunal de Contas e da Controladoria, sem qualquer apontamento de irregularidade”, escreveu em nota.