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Mirelle Pinheiro

PF investiga grupo que corrompeu servidores em esquema de contrabando

As ações ocorrem simultaneamente em diversos estados brasileiros e contam com apoio da Receita Federal e da PRF

Mirelle Pinheiro09/06/2026 08:01, atualizado 09/06/2026 08:13
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Reprodução/PF
Operação Sem Refino Polícia Federal

A Polícia Federal (PF) deflagrou, na manhã desta terça-feira (9/6), uma grande operação contra o crime organizado nas regiões de fronteira do país. Batizada de Sicarius I e Sicarius II, a ação mira uma organização criminosa suspeita de movimentar um esquema transnacional de contrabando, lavagem de dinheiro, corrupção de agentes públicos e uso de empresas de fachada para ocultação de patrimônio.

As ações ocorrem simultaneamente em diversos estados brasileiros e contam com apoio da Receita Federal e da Corregedoria da Polícia Rodoviária Federal.

Por determinação da Justiça Federal de Guaíra (PR), são cumpridos 44 mandados de prisão preventiva, 14 mandados de prisão temporária e 62 mandados de busca e apreensão.

Também foram autorizados bloqueios de contas bancárias, sequestro de bens, cancelamento de CPFs e CNPJs e abertura de procedimentos fiscais contra dezenas de empresas ligadas aos investigados.

Segundo a Polícia Federal, o grupo teria criado uma estrutura altamente profissionalizada para introduzir mercadorias ilegais no país, especialmente cigarros contrabandeados e agrotóxicos de origem estrangeira. A investigação aponta ainda a utilização de documentos falsificados, adulteração de placas veiculares e mecanismos sofisticados de ocultação patrimonial.

Os investigadores afirmam que a organização atuava em diferentes etapas da cadeia criminosa, desde a logística de transporte até a lavagem do dinheiro.

Empresas registradas em nome de terceiros e laranjas teriam sido utilizadas para dar aparência de legalidade aos negócios e dificultar o rastreamento do dinheiro.

A ação alcança cidades do Paraná, São Paulo, Santa Catarina, Rio Grande do Sul, Mato Grosso do Sul, Mato Grosso, Goiás e Pará, além de atingir pessoas físicas e jurídicas espalhadas por outros estados brasileiros.

Além das medidas executadas em território nacional, a Justiça autorizou pedidos de cooperação internacional para identificar possíveis ativos, empresas e integrantes da organização fora do Brasil.

Os nomes Sicarius I e Sicarius II fazem referência a um dos codinomes atribuídos ao apontado líder da organização investigada.