EUA diz à PF que Rei da Sucata foi localizado em território americano
PF prepara pedido de inclusão na Difusão Vermelha da Interpol. Empresário tem dois mandados de prisão em aberto no Brasil

As autoridades migratórias dos Estados Unidos informaram a investigadores da Polícia Federal (PF) que o empresário Rodrigo Leonardo de Lima Alcântara, conhecido como Rei da Sucata, está em território norte-americano.
Rodrigo é considerado foragido da Justiça brasileira e possui dois mandados de prisão preventiva em aberto.
A comunicação faz parte de uma parceria entre a PF e autoridades norte-americanas para localizar foragidos que estejam nos Estados Unidos.
O aviso chegou a investigadores da Superintendência da PF no Rio de Janeiro, que também apuram possíveis ligações de Rodrigo com a estrutura financeira do Comando Vermelho (CV).
Entre no canal de WhatsApp da Coluna Manoela AlcântaraApós receber o ofício das autoridades americanas, a PF prepara um pedido de inclusão do empresário na Difusão Vermelha da Interpol, por meio da cooperação entre a corporação e a organização internacional.
Rodrigo é alvo de uma série de investigações no país. Conforme mostrou a coluna do Metrópoles de Mirelle Pinheiro, o Rei da Sucata reapareceu no centro de um esquema bilionário de fraude desmantelado pela Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF).
O empresário tem o nome ligado a uma complexa rede de empresas fantasmas, movimentações financeiras suspeitas e lavagem de dinheiro.
Sucata
Rodrigo ganhou o apelido de “Rei da Sucata” pela atuação no comércio de sucatas e metais, especialmente cobre. O empresário ganhou notoriedade policial em 2021, quando foi preso em Belo Horizonte (MG), suspeito de comercializar cobre de origem criminosa.
Segundo as investigações, ele atuava como intermediário entre ferros-velhos e grandes indústrias, comercializando toneladas do metal.
Na ocasião, foi preso em uma mansão de aproximadamente 3 mil metros quadrados, na região da Pampulha, e deixou a prisão após pagar fiança de R$ 1 milhão.
O Rei da Sucata já tem uma condenação por crime contra a ordem tributária em Minas Gerais. Segundo um mandado de prisão expedido em setembro de 2026, o empresário ainda tem três anos, dez meses e vinte dias de pena a cumprir.

