
PF liga alerta após viagem ao exterior de amigo investigado de Flávio
Amigo de Flávio Bolsonaro (PL), advogado Willer Tomaz viajou para o exterior em meio a investigações da PF contra ele tramitando no STF

A Polícia Federal (PF) ligou o alerta após o advogado Willer Tomaz, amigo de Flávio Bolsonaro (PL), viajar ao exterior nos últimos dias, em meio a investigações contra o jurista tramitando no STF.
À coluna, o próprio Willer confirmou que viajou para fora do Brasil na semana passada. Ele disse ter viajado com a esposa e os dois filhos e ressaltou não ter qualquer proibição para deixar o país.
Willer é investigado pela PF em uma petição paralela à Operação Sem Desconto, que apura o esquema de descontos ilegais em aposentadorias do INSS revelado pelo Metrópoles ainda em 2025.
Nas últimas semanas, a PF enviou ao STF um novo inquérito contra Flávio para apurar suspeitas de lavagem de dinheiro envolvendo sua relação com Willer. O inquérito chegou à Corte no dia 8 de outubro.
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Ver todasA investigação foi distribuída por meio de sorteio. O relator sorteado foi o ministro Alexandre de Moraes, principal desafeto do bolsonarismo após relatar uma série de inquéritos contra bolsonaristas.
A coincidência temporal entre o novo inquérito contra Flávio e Willer e a viagem do advogado levantou suspeitas na PF de que o jurista pode ter viajado ao exterior para “fugir” de eventuais medidas cautelares.
Amigo de Flávio se pronuncia
Em nota oficial à coluna, Willer reiterou que que não sofre “qualquer restrição ao direito constitucional de ir e vir”. Disse ainda que o procedimento em curso “diz respeito à propriedade de um imóvel”.
Confira a nota na íntegra:
“O advogado Willer Tomaz tem endereços residenciais e comerciais conhecidos e não sofre qualquer restrição ao direito constitucional de ir e vir.
Ele não é alvo de apuração sobre fraudes no INSS. O procedimento em curso diz respeito à propriedade de um imóvel.
Especular, sem fundamento, sobre eventuais medidas cautelares é fofoca de mau gosto, destinada a fabricar fatos com fins político-eleitorais.”









