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Eleições 2026Brasil

Ronaldo Caiado vota em Goiás ao lado do vice Kassab, presidente do PSD

Em dois meses de campanha, Caiado tentou se consolidar como alternativa à polarização, mas terminou distante dos líderes nas pesquisas

04/10/2026 10:25, atualizado 04/10/2026 11:53
Reprodução/CNN
imagem colorida ronaldo caiado votação nova crixas

Goiânia – O ex-governador de Goiás e candidato à Presidência da República, Ronaldo Caiado (PSD), votou na manhã deste domingo (4/10), no município de Nova Crixás (GO), acompanhado de aliados, entre eles o presidente nacional do PSD e candidato a vice-presidente na chapa, Gilberto Kassab, o candidato ao governo de Goiás Daniel Vilela (MDB), além de familiares.

Ele destacou a realização de uma campanha “de mãos limpas”, sem corrupção, e disse ter apresentado ao país propostas para corrigir rumos, combater a violência e reduzir os efeitos dos juros elevados.

“Queremos livrar o povo da violência, das taxas de juros exorbitantes, fazer com que o país possa sonhar com suas riquezas proporcionando melhorias de vida. Tudo aquilo que nós nos propusemos a fazer, nós fizemos no Brasil. Nós levamos o nosso programa de governo, mostrando exatamente uma candidatura limpa, de mãos limpas, com coragem para poder transformar o país. Agora é aguardar o resultado das urnas”, disse ele.

O candidato ressaltou ainda os 40 anos de vida pública e a aprovação de 88% de seu governo em Goiás. “Jamais desonrei o voto de quem quer que seja nesse Brasil e nesse estado de Goiás”, declarou o candidato.

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Após a votação, Caiado seguiu para Goiânia, onde acompanhará os votos de Vilela e da esposa, Gracinha Caiado (UB), que é candidata ao Senado por Goiás. 

Segundo a assessoria, Caiado deve acompanhar a apuração das eleições no Palácio das Esmeraldas, na capital goiana, acompanhado da família e de aliados políticos.

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Alternativa à direita

Caiado iniciou oficialmente, em 16 de agosto, a campanha para tentar chegar ao Palácio do Planalto. Para compor a chapa, escolheu como vice o presidente nacional do PSD, Gilberto Kassab. O resultado do 1° turno do pleito se dará neste domingo.

A estratégia era se apresentar como uma alternativa de direita à polarização entre Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL), com destaque para temas como segurança pública, saúde, educação e tecnologia.

Vindo de uma administração com alta aprovação em Goiás, entretanto, ele acabou convivendo com dificuldades na campanha e não decolou nas pesquisas. Ele lidou com afastamento, inclusive, de um setor ao qual é ligado na vida pessoal e desde o início da carreira: o agronegócio, que preferiu Flávio Bolsonaro (PL).

Na televisão e no rádio, Caiado contou com 2 minutos e 2 segundos de propaganda eleitoral. A campanha apostou na divulgação de resultados de sua gestão em Goiás e na defesa de que o modelo aplicado no estado poderia ser levado para o governo federal.

O discurso também procurou diferenciá-lo de Lula e Flávio, principalmente na área de segurança pública.

Pesquisas

Apesar da exposição, Caiado permaneceu distante dos dois primeiros colocados nas pesquisas. No Datafolha divulgado em 24 de setembro, apareceu com 4% das intenções de voto, enquanto Lula tinha 38% e Flávio Bolsonaro, 33%.

O desempenho permaneceu próximo desse patamar na reta final. Na pesquisa BTG/Nexus divulgada em 28 de setembro, Caiado marcou 5%, empatado numericamente com Augusto Cury. Lula aparecia com 42% e Flávio, com 37%. O levantamento ouviu 2 mil eleitores e tinha margem de erro de dois pontos percentuais.

Com a proximidade do primeiro turno, a campanha de Caiado concentrou parte importante da agenda em Goiás e manteve o discurso de que o eleitor deveria escolher uma alternativa aos dois grupos que lideravam a disputa.

O candidato também buscou ampliar a presença no debate nacional, mas terminou a campanha sem alcançar os primeiros colocados nas pesquisas.

Sem acordo

Já na reta final da campanha, Caiado negou um acordo com o candidato do Novo, o ex-governador de Minas Gerais Romeu Zema, para desistirem de suas candidaturas e apoiarem Flávio Bolsonaro. A ação seria um esforço para derrotar o presidente Lula a menos de uma semana da realização do primeiro turno.

Procurado pelo Metrópoles, Caiado rejeitou a possibilidade em uma mensagem de texto com várias palavras em caixa alta.

“Posso responder por mim. Não existe qualquer hipótese de desistência. Tá entendido?”, disse.