
Flávio sobre Lula e fim da 6x1: "Não adianta com todo mundo desempregado"
Candidato do PL criticou o projeto e afirmou que o petista quer acelerar aprovação da PEC por causa do segundo turno das eleições
07/10/2026 12:55

O candidato à Presidência da República Flávio Bolsonaro (PL) criticou, nesta quarta-feira (7/10), a articulação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) para a aprovação do fim da escala 6×1. O presidenciável afirmou que a mudança no regime trabalhista “não vai adiantar” se vier acompanhada de desemprego ou endividamento.
“Depois de quatro anos de governo, ele quer correr para apreciar uma matéria como essa. Está pensando em eleição. É óbvio que eu sou a favor de que o trabalhador tenha um tempo de folga, para almoçar com a sua família, ir à praia no final de semana, viajar. Só que nada disso vai adiantar se estiver todo mundo endividado ou desempregado. Tem que ter responsabilidade”, afirmou Flávio.
A declaração foi dada à imprensa após reunião com integrantes da Federação União-Progressistas. As siglas decidiram apoiar Flávio para o segundo turno. Ele também tem o apoio do Novo e busca Republicanos e MDB.

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Ver todasNesta semana, Lula disse que o adversário era contrário à medida e cobrou uma posição do PL para o avanço da proposta. O petista afirmou que a votação serviria como um “primeiro teste” para o partido de Flávio.
A discussão da escala 6×1 tornou-se prioridade para o governo petista na reta final da campanha presidencial e começou a ser debatida pelo plenário nessa terça-feira (6/10). O projeto reduz a jornada máxima de 44 para 40 horas semanais e prevê dois dias de descanso, sem redução de salário.
Entre no canal de WhatsApp do Metrópoles“Ele está pensando no poder, não está pensando no trabalhador. Se ele estivesse pensando no trabalhador, já tinha reduzido a carga tributária sobre a folha de pagamento, para o trabalhador ficar com seu dinheiro”, disse o candidato do PL.
Apoios se somam
Antes do resultado do primeiro turno, o União Brasil e o PP manifestaram neutralidade, permitindo que seus parlamentares e candidatos realizassem articulação regionais contra ou a favor da reeleição de Lula.
O atual ministro do Turismo, Gustavo Costa Feliciano, é filiado ao União Brasil.
O Novo também formalizou o apoio a Flávio Bolsonaro. O ex-governador de Minas Gerais Romeu Zema, candidato da sigla, já havia afirmado que acreditava em uma aliança da direita no segundo turno e que faria oposição à reeleição petista. Ele terminou a campanha em quinto lugar, com 0,27% dos votos.
Nessa terça-feira (6/10), o ex-candidato ao Palácio do Planalto Ronaldo Caiado (PSD) declarou que vai apoiar Flávio.
“Goiás vai dar a maior vitória ao Flávio Bolsonaro nessa eleição. A mobilização vai ser em tempo integral”, disse o ex-governador de Goiás.











